10 temas de redação que você precisa estudar em 2019

Kamila Dantas Dicas de Redação 0 Comments

A redação do Enem pode ser um enigma para os candidatos. Tudo que você precisa fazer para se dar bem nela é se manter atualizado sobre o que está acontecendo no Brasil e no mundo, ler bastante, dominar todas as competências avaliativas e praticar. 

O tema do Enem 2019 ainda é um mistério, mas sabemos que nos últimos anos as redações dissertativas os assuntos foram sobre atualidades em um contexto político e social.

1) A IMPORTÂNCIA DA DEMOCRACIA PARA O DESENVOLVIMENTO DA NAÇÃO

A Constituição de 1988, além de representar o marco entre o regime militar e a democracia, também significou a conquista de vários direitos trabalhistas e sociais. Na área econômica, os constituintes fortaleceram a estrutura do Estado, estabelecendo os monopólios da exploração do subsolo, do minério, do petróleo, dos recursos hídricos, do gás canalizado, das comunicações e do transporte marítimo.
O Artigo 14 da Constituição estabelece que “a soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos”. Também determina que o alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para os maiores de 18 anos e facultativos para os analfabetos, os maiores de 70 anos e os maiores de 16 e menores de 18 anos.

Disponível em http://www.ebc.com.br/noticias/politica/2013/10/as-conquistas-sociais-e-economicas-da-constituicao-cidada (Acesso em 24/07/2015)

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2) A IMPORTÂNCIA DE VALORIZAR A POPULAÇÃO INDÍGENA

A diversidade étnica brasileira é uma característica peculiar que faz do Brasil um país multicultural, graças ao patrimônio cultural dos diversos grupos sociais formadores da sociedade nacional. Dentre as contribuições desses grupos destacam-se as das nações indígenas, povos considerados nativos uma vez que originariamente constituíram comunidades locais nas terras brasileiras, pelas quais lutaram arduamente contra a ação arrebatadora dos colonizadores europeus. Apesar do extermínio sofrido muitas populações indígenas resistiram e atualmente seus integrantes são reconhecidos como sujeitos de direitos, que devem ser promovidos e protegidos pela ordem jurídica nacional, em razão da tutela do patrimônio cultural da humanidade, da qual faz parte a identidade indígena.

Disponível em: http://www.ambito-juridico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=8978&revista_caderno=9 (Acesso em 31 jul. 2015)

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3) CIBERCONDRIA – A DOENÇA DA ERA DIGITAL

Cibercondria: a saúde em segundo plano

[…] Indubitavelmente, a Internet revolucionou os modelos de comunicação, permitindo também que novas formas de entretenimento fossem desenvolvidas, assim como o acesso às informações dos mais variados conteúdos. A World Wide Web remodelou também os antigos padrões de relacionamentos, seja por meio das redes sociais, dos fóruns ou dos programas de interação em tempo real, disseminados também nos celulares. Não apenas essas modificações foram provocadas pelo avanço da cibercultura como também o acesso à saúde foi reformulado para novos padrões. Atualmente, é possível, por exemplo, verificar resultados de exames de sangue no endereço eletrônico do laboratório ou acessar sites sobre saúde mental e de planos de saúde sem sair de casa. Apesar dos diversos benefícios da Internet para a saúde humana, outra manifestação psicopatológica (vinculada ao campo eletrônico) vem sendo discutida, além da dependência de jogos eletrônicos, Internet, cibersexo e celular: a cibercondria. O nome é um neologismo dos termos ciber e hipocondria. Apesar de parecer ofensivo, pesquisadores revelam que a intenção é que a etimologia da cibercondria não seja compreendida como sendo pejorativa.

Disponível em: https://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/04/como-a-industria-farmaceutica-prejudica-a-sua-vida.html (Adaptado)

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4) INTOLERÂNCIA E DISCURSO DE ÓDIO CONTRA MINORIAS

Sobre a intolerância e o ódio

[…] A intolerância é uma indisposição diante do outro; uma variedade da impaciência que autoriza a separação, a não convivência, o isolamento e o desprezo. O ódio vem depois. O ódio é uma escada na qual se sobe ou não. O problema é que, depois que subimos, é difícil descer. Para vencer o ódio é preciso impedir que se suba o primeiro degrau da escada. O ódio pode ser definido como uma disposição favorável à destruição do outro. Ele tem parentesco com a raiva e, desde um ponto de vista evolucionário, sabemos que a raiva é uma emoção primitiva, desenvolvida em nosso sistema límbico, particularmente nas amígdalas cerebrais, onde estão também os mecanismos que nos permitem outros sentimentos básicos como o medo. O ódio, entretanto, é mais do que uma decorrência da luta pela sobrevivência e Darwin reconheceu que ele é muito mais complexo que a raiva e o medo. O ódio talvez seja a raiva transformada em conceito. O que há de pontual e explosivo na raiva, adquire o sentido da permanência e da frieza com o ódio. É possível que o ódio seja o mais potente sentimento de hostilidade que os humanos são capazes de produzir. Pensado por este caminho, não deve haver sentimento paralelo nas demais espécies animais conhecidas. A intolerância é uma indisposição diante do outro; uma variedade da impaciência que autoriza a separação, a não convivência, o isolamento e o desprezo. O ódio vem depois. O ódio é uma escada na qual se sobe ou não. O problema é que, depois que subimos, é difícil descer. Para vencer o ódio é preciso impedir que se suba o primeiro degrau da escada. Há algo em comum entre o ódio e a intolerância e se pode observar isso quando nos damos conta de que eles se encontram no plural. Como regra, os dois sentimentos se manifestam diante de grupos que seriam definidos por características vergonhosas e/ou ameaçadoras. Um racista odeia os negros, os índios, ou os judeus, não um negro em particular ou este índio ou este judeu. O mesmo vale para as demais formas de ódio e intolerância que se obrigam a lidar com estereótipos, não com pessoas concretas. Aqui, a biologia se cruza com a cultura, porque intolerância e o ódio precisam ser ensinados. As crianças, por isso mesmo, embora possam ser perversas, não são intolerantes. Para que a intolerância se construa e se transforme em ódio, é preciso, afinal, uma base teórica-discursiva, ainda que rudimentar. 

Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2019-02/mp-vale-tinha-ciencia-que-barragem-de-brumadinho-estava-em-atencao (Adaptado)

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5) IMPACTOS DA ESCASSEZ DE ÁGUA NO SÉCULO XXI

Segurança hídrica

“A água potável e segura e o saneamento adequado são fundamentais para a redução da pobreza, para o desenvolvimento sustentável”, enfatiza Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU até 2016. Estudos das entidades internacionais demonstram que o abastecimento de água e a disponibilidade de saneamento para cada pessoa deve ser contínuo e suficiente para usos pessoais e domésticos. Estes usos incluem água para beber, saneamento pessoal, lavagem de roupa, preparação de refeições e higiene pessoal e do lar. A OMS avalia que são necessários entre 50 a 100 litros de água por pessoa, por dia, para assegurar a satisfação das necessidades mais básicas e a minimização dos problemas de saúde. A organização recomenda, por exemplo, para uma mulher lactante que tenha uma atividade física, mesmo que moderada, a ingestão de 7,5 litros por dia. Mas a maior parte das pessoas que têm problemas de acesso a água limpa usa apenas cerca de cinco litros por dia, correspondentes a um décimo da quantidade média diária utilizada nos países ricos apenas para descarregar privadas, revelou o Relatório do Desenvolvimento Humano 2006 do Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD), “A água para lá da escassez: Poder, pobreza e a crise mundial da água”.

Direito humano à água

Para a OMS a preservação do direito humano à água deve ser um fim em si mesmo e um meio de consubstanciar os direitos genéricos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e outros instrumentos com vínculo jurídico, inclusive o direito à vida, à educação, à saúde e a um alojamento adequado. A escassez e a luta pelo recurso natural em vários países levou a ONU a reforçar o tema “segurança hídrica” na agenda de debates do seu Conselho de Segurança. Em 1992, lançou o Dia Mundial da Água. A entidade também definiu alguns parâmetros básicos necessários à segurança hídrica, cujo conceito é: “Capacidade de uma população de salvaguardar o acesso sustentável a quantidades adequadas de água de qualidade para garantir meios de sobrevivência, o bem-estar humano, o desenvolvimento socioeconômico; para assegurar proteção contra poluição e desastres relacionados à água, e à preservação de ecossistemas em um clima de paz e estabilidade política”.


Disponível em: http://www4.planalto.gov.br/consea/comunicacao/noticias/2017/julho/crise-hidrica-afeta-milhoes-de-pessoas-no-mundo-eameaca-seguranca-alimentar (Acesso em 20 agosto 2018)

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6) DESAFIOS PARA REDUZIR OS CASOS DE ASSÉDIO SEXUAL

Idealizada pelas jornalistas Juliana de Faria e Karin Hueck, a campanha “Chega de Fiu Fiu”, que visa combater o assédio sexual em espaços públicos, realizou uma pesquisa que revelou que 85% das pesquisadas já tiveram seu corpo tocado sem permissão no espaço público. Além disso, 83% das mulheres consultadas declararam que não gostam de receber cantada na rua. O resultado contraria a ideia de que as mulheres gostam de receber elogios no espaço público proferidos por desconhecidos, argumento que, inclusive, neutraliza o assédio.

“É, sim, violência contra a mulher, independentemente do que digam os perpetuadores dessa prática. É impossível dissociar a ação desses indivíduos das demais agressões físicas e psicológicas das quais as mulheres são vítimas. São todas partem de um mesmo desprezo pelos direitos do próximo. É crime. Sempre que existe interação sexual não consensual é crime, e eles têm de ser individualmente responsabilizados por isso”, defende Aparecida Gonçalves, secretária nacional de enfrentamento à violência da Secretaria de Políticas para as Mulheres, do Governo Federal, em entrevista ao site Rede Brasil Atual.

Disponível em: https://www.vix.com/pt/bdm/estilo/assedio-sexual-mulher-culpa-nao-e-sua (Acesso em 29 janeiro 2018)

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7) OS DESAFIOS DA INCLUSÃO DE PESSOAS COM AUTISMO NO BRASIL

O dia 2 de abril foi instituído pela ONU em 2008 como o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. O autismo é uma síndrome que afeta vários aspectos da comunicação, além de influenciar também no comportamento do indivíduo. […]

Apesar de o autismo ter um número relativamente grande de incidência, foi apenas em 1993 que a síndrome foi adicionada à Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde. A demora na inclusão do autismo neste ranking é reflexo do pouco que se sabe sobre a questão. Ainda nos dias de hoje, o diagnóstico é impreciso, e nem mesmo um exame genético é capaz de afirmar com precisão a incidência da síndrome.

Disponível em: http://www.usp.br/espacoaberto/?materia=um-retrato-do-autismo-no-brasil (Acesso em 27 abril 2018)

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8) VIOLÊNCIA URBANA NO BRASIL

Atlas da Violência 2018: Brasil tem taxa de homicídio 30 vezes maior do que Europa

Em 2016, pela primeira vez na história, o número de homicídios no Brasil superou a casa dos 60 mil em um ano. De acordo com o Atlas da Violência de 2018 , produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o número de 62.517 assassinatos cometidos no país em 2016 coloca o Brasil em um patamar 30 vezes maior do que o da Europa. Só na última década, 553 mil brasileiros perderam a vida por morte violenta. Ou seja, um total de 153 mortes por dia.

Os homicídios, segundo o Ipea, equivalem à queda de um Boieng 737 lotado diariamente. Representam quase 10% do total das mortes no país e atingem principalmente os homens jovens: 56,5% de óbitos dos brasileiros entre 15 e 19 anos foram mortes violentas.

O número de mortes violentas é também um retrato da desigualdade racial no país, onde 71,5% das pessoas assassinadas são negras ou pardas. O impacto das armas de fogo também chega a níveis elevados no país, que tem medições sobre mortes causadas por disparos desde 1980. Se naquela época a proporção dos homicídios causados por armas de fogo girava na casa dos 40%, desde 2003 o número se mantém em 71,6%.

Disponível em: https://oglobo.globo.com/brasil/atlas-da-violencia-2018-brasil-tem-taxa-de-homicidio-30-vezes-maior-do-que-europa-22747176

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9) CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS DA VIOLÊNCIA NO ESPORTE BRASILEIRO

Pisoteamento, arrastão, empurra-empurra, agressões, vandalismo e até mesmo furto a um torcedor que estava caído no asfalto após ter sido atropelado nas imediações do Maracanã. As cenas de selvageria protagonizadas no último dia 13 de dezembro tiveram como estopim uma invasão de milhares de torcedores sem ingresso, que furaram o bloqueio policial e transformaram o maior estádio do Brasil em terra de ninguém.

Um reflexo não só do quadro de insegurança que assola o Estado do Rio de Janeiro, mas também de como a violência social se embrenha pelo esporte mais popular do país. Em 2017, foram registrados 104 episódios violentos relacionados ao futebol brasileiro, que resultaram em 11 mortes de torcedores – outros sete casos ainda estão sob investigação.
Os dados são fruto de um levantamento anual realizado pela Pesquisa de Mestrado da Universo, coordenada por Mauricio Murad, professor e doutor em sociologia do esporte, que estuda o comportamento de torcidas. “Os distúrbios mais recentes no Maracanã apenas confirmam a incapacidade das autoridades em lidar com a violência no futebol”, afirma o pesquisador. Após o incidente na final da Sul- Americana, o Flamengo foi denunciado pelo Tribunal de Disciplina da Conmebol e pode ser punido com multa, perda de mando de campo ou até exclusão de campeonatos.

A diretoria do clube responsabilizou a Polícia Militar do Rio de Janeiro, alegando que a corporação “tem encontrado muitas dificuldades do ponto de vista de estrutura e contingente para realizar seu trabalho nas praças esportivas e outros pontos do estado”.Ainda argumentou, em nota oficial, que havia solicitado antes da partida o máximo efetivo policial à PM, que, por sua vez, entendeu que a forma de concessão de ingressos a sócios adotada pelo Flamengo, por meio de apresentação do cartão de crédito nas catracas, impossibilitou o bloqueio das ruas no entorno do estádio. O Ministério Público do Estado solicitou a abertura de uma investigação para apurar falhas de segurança no evento.

A VIOLÊNCIA NO FUTEBOL COMO UM RETRATO DO BRASIL. Disponível em: http://obviousmag.org/archives/2014/01/causas_e_consequencias_da_violencia_no_esporte.html#ixzz5TIXEdqCl. (Acesso em: 07 out. 2018)

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10) DESAFIOS PARA GARANTIR A VACINAÇÃO DOS BRASILEIROS

O Ministério da Saúde informou, por meio de nota, que “tem atuado fortemente na disseminação de informações junto à sociedade alertando sobre os riscos de baixa coberturas”. Disse também que a queda nas coberturas vacinais, principalmente em crianças menores de cinco anos, acendeu uma luz vermelha no País e que elas são a principal preocupação da pasta neste momento. […]

O Ministério disse que os recursos para vacinação passaram de R$ 761,1 milhões, em 2010, para R$ 4,5 bilhões em 2017. Para 2018, a previsão é de R$ 4,7 bilhões. Afirmou também que aumentou em 60% o valor do recurso de campanha campanhas publicitárias de vacinação, passando de R$ 33,6 milhões, em 2015, para R$ 53,6 milhões em 2017. Até junho, foram investidos R$ 31,9 milhões.

Disponível em: https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,taxas-de-vacinacao-aumentam-no-mundo-mas-caem-no-brasil-ha-3-anos,70002405638 (Acesso em 18 julho 2018. Adaptado)

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