Atualidades: Eleições na Rússia e suas consequências

Elisa Mourão Dicas de Redação

Todo vestibulando tem que estar por dentro dos últimos acontecimentos. Por isso, nós do QG do ENEM, junto à Imaginie, preparamos uma matéria falando de um dos últimos acontecimentos com grande relevância para o mundo: a reeleição de Vladmir Putin. Este conhecimento pode ser válido para você tanto nas provas objetivas do exame, quanto na redação, como forma de referência ao assunto discutido como tema. Confira:

Após a eleição do dia 18 de março, Putin voltou ao poder da Rússia. Desde 1999, o político esteve em cargos de poder no país. O presidente eleito criou, durante esse tempo, uma nação extremamente dependente dele. Porém, como qualquer outro ser humano, Putin é uma pessoa que vai envelhecer e eventualmente falecer.

A maneira como Putin centralizou o poder em suas mãos tornou o sistema político muito vulnerável, principalmente se ele falecer repentinamente ou for forçado a sair do cargo. Mesmo que ele indique um sucessor, é bem provável que essa passagem de poder ainda gere turbulência para a Rússia.

Vale ressaltar que o poder de Putin é muito baseado em seus relacionamentos. As pessoas que estão no poder e o apoiaram até agora foram recrutados devido a relações pessoais que tiveram com o presidente anteriormente, na época da União Soviética. Tal fato torna essa mudança de poder bem conturbada, pois não se sabe se esses influentes aceitarão com facilidade uma possível troca. Vale lembrar que quando faleceu antigo líder da União Soviética, Vladimir Lenin, em 1924, foi desencadeada uma disputa violenta entre facções rivais, o que demonstra a instabilidade que a “queda” de Putin poderia causar na nação.

As propagandas políticas de Putin sempre enfatizam sua masculinidade e sua força física, com o objetivo de transmitir uma imagem de segurança, o que tem dado certo, afinal, sua popularidade é positiva entre a maioria dos eleitores. Ele virou praticamente um “pai” da Rússia. Em programas de televisão, ele atende aos telefonemas dos cidadãos e dá soluções para seus problemas. Fazendo isso, ele continua solidificando seu regime, o que dificulta ainda mais a escolha de um sucessor.

É importante ressaltar que a falta de um sucessor compromete a democracia. Em um momento em que a esta não está em alta, com o regime político de países como a Rússia, China, Hungria, Polônia e a própria eleição do Trump, é uma demonstração da ascensão da extrema direita. Há, de certa forma, um viés de democracia, mas o regime ideológico é muito radical. É necessário fazer com que as pessoas voltem a acreditar na ideia da democracia, que carrega o conceito de mudança, da existência de líderes que entram e saem do poder, fazendo com que os cidadãos acreditem no governo e o apoiem. Além disso, a longo prazo, a democracia possui menor possibilidade de crise e colapso do que em um regime autoritário.

Fato é que a eleição russa foi apenas uma espécie de teste de popularidade de Putin. Ele foi eleito com 76,7% dos votos, ficará até 2024 e completará 24 anos de atuação política. Permanecerá, também, a tensão nas relações com os Estados Unidos. Putin frequentemente declara o contínuo desenvolvimento de linhas de armas nucleares e ameaça os EUA, que prontamente responde à altura, suscitando a possibilidade de conflito.

Em junho deste ano acontecerá a Copa do Mundo de Futebol, que será sediada pela Rússia. Os olhares estarão voltados para esta nação, assim como as relações entre as várias nações estarão certamente estreitadas.

Esta é uma pauta plausível para o Enem 2018. Fique por dentro. Até a próxima!

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