10 anos da Lei de Cotas: resultados e desafios para a educação do Brasil
Enviada em 15/06/2023
Como é assegurado no artigo 1° da Declaração Universal dos Direitos Humanos, “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos”. No entanto, vê-se que tal prorrogativa não tem sido efetivada de forma justa, uma vez que, um sistema de cotas criado para unificar e expandir o ensino para àqueles que tiveram menos recursos ao longo da vida é visto como um passe facilitador por outros, tendo como causas: a falta de empatia e consciência social. Logo, cabe discutir sobre isso para garantir maior eficácia desse sistema e garantir uma melhor qualidade de vida para os que necessitam tanto deste.
À medida que o ser humano é moldado em uma bolha de privilégio se torna incapaz de compreender e se colocar no lugar do outro. Em outras palavras, ou melhor, nas palavras do sociólogo Émile Durkheim, “O indivíduo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido, a saber quais são suas origens e as condições de que depende.” Nesse sentido enquadramos toda à oposição em relação ao sistema de cotas hoje utilizado no país, já que os mesmos são incapazes de compreender a falta de oportunidade e condições daqueles que utilizam desse meio.
Em resumo, expandir a bolha na qual os jovens se encontram permitirá que os mesmos tenham acesso de perto a situação precária que muitos outros vivem. Por isso, uma vez que, um ser compreende as necessidades de outro, ele se torna capaz de compreender os limites e às necessidades do outro. Tal compreensão fortalecerá o sistema de cotas, que terá cada vez mais influência e apoio dos jovens. Ao propósito de evitar fraudes e ajudar, cada vez mais, àqueles que tanto precisam.