10 anos da Lei de Cotas: resultados e desafios para a educação do Brasil

Enviada em 14/06/2023

Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, disserta em sua obra ´´globaliza-ção e as consequências humanas``, que a sociedade caminha para uma desordem mundial, causada, sobretudo, pela falta de controle do Estado. Nessa perspectiva, observa-se que na atual sociedade brasileira a ineficácia da lei de cotas em algu-mas instituições nacionais, que ocorrem em decorrência da falta de fiscalização governamental e do posicionamento coletivo dos afetados.

Em primeira análise, Gilberto Dimenstein explica que no Brasil as leis são inefe-tivas, o que gera uma falsa sensação de cidanania. Nesse viés, é explícito no Brasil a falta de compromisso do governo no que tange construir um país inclusivo, já que, algumas instituições públicas brasileiras não respodem à lei de cotas, de acordo com um relatório públicado pela DPU (Defensoria Pública da União). Dessa maneira, nota-se que essa negligência pode trazer diversos prejuízos para sociedade, como complicar a entrada de jovens menos favorecidos economica-mente e socialmente na universidade, que pode ser uma grande opurtunidade para essa parcela da população mudar a realidade em que vivem.

Em segunda análise, conforme a Simone Beauvoir ´´O mais escandaloso dos escândulos é que nos habituamos a eles``. Nesse ponto de vista, outro estigma que vale ser discutido é a falta de posicionamento social, visto que, é notório a ausência de manifestações pacíficas acerca da inefetividade da lei de cotas. Desse modo, essa realidade precisa ser urgentemente modificada, porque o fato dos jovens estarem se calando diante da problemática está não só afetando a própria vida deles, mas também a de gerações futuras.

Portato, visto os desafios enfrentados por jovens que têm direitos à cotas no Brasil é mister a necessidade de ações governamentais para mudar esse atual cenário. Nesse sentido, o Ministério da Educação (MEC), deverá promover maior fiscalização acerca da lei de cotas em instituições públicas e privadas de ensino, contando com a colaboração de profissionais qualificados que deveram fazer uma fiscalização anual em estabelecimentos educacionais, com finalidade de promover uma país mais democrático e inclusivo à todos.