10 anos da Lei de Cotas: resultados e desafios para a educação do Brasil

Enviada em 03/07/2023

Descaso governamental e ritmo de vida acelerado. Esses exemplos ilustram os motivos pelos quais há uma discussão acerca da lei de cotas e seus resperctivos desafios e resultados para a educação brasileira, é imprescindível a retificação dessas mazelas para a completude da plena harmonia social.

É válido destacar, a princípio, que a negligência pública representa um grande obstáculo para reparação de uma dívida histórica com minorias que sofreram durante a concretização do país. Nesse contexto, de acordo com o jornalista Gilberto Dimenstein, em seu livro “Cidadadão de Papel”, o Brasil é marcado pela não aplicação prática dos mecanismos legais, como a Constituição de 1988, e pela cidadania apenas no campo teórico. Dito isso, pode-se afirmar que mesmo com a inserção de jovens pretos, pardos e indígenas no espaço acadêmico ter ocorrido, a realidade ainda está fora do que deveria ser proporcional e isso vai ao encontro do cenário postulado pelo jornalista. Essa situação ocorre de tal forma que o Governo desconsidera a existência de fraudes nesse sistema, como exemplo, a aprovação de indivíduos que não se enquadram nos critérios, o qual mantém a desigualdade.

Somando a isso, conforme descrito pela documentarista Eliane Brum, no texto “Exaustos, correndo e dopados”, a sociedade encontra-se em um momento no qual precisa produzir o tempo todo. Por conta disso, verifica-se que grande parte do meio social, por estarem nesse ritmo de vida acelerado, não dão importância para os resultados que a política de cotas promovem - como a ampliação de oportunidades e romper com estruturas racistas, já que alegam falta de tempo para acompanhar projetos sociais. Tal problema faz com que não ocorra acompanhamento as votações dos deputados para continuidade desta lei, assim resulta em um atraso das conquistas realizadas por esses grupos.

Portanto, cabe ao Governo destinar parte do PIB para áreas que lidam para reparação histórica racial. Essa ação irá ocorrer por meio, tanto de verba para aumentar a fiscalização de ingressantes por cotas, quanto para subsidiar campanhas informativas sobre a necessidade de cada indivíduo proteger políticas reparatorias. Isso então, tem a finalidade de remediar as fraudes em universidades e conscientizar a população sobre seu papel social, concretizando a Constituição.