10 anos da Lei de Cotas: resultados e desafios para a educação do Brasil

Enviada em 05/07/2023

De acordo com uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, apenas 36% dos alunos que concluíram o ensino médio na rede pública de ensino brasileira, foram aprovados em uma faculdade. Este percentual dobra e chega a 79,2% quando os estudantes são egressos de escolas privadas. Com efeito, é notório o problema da educação pública comparada as redes de ensino particulares.

A política de cotas foi uma das principais ferramentas criada para inserir jovens advindos do ensino público dentro dos espaços acadêmicos. Cerca de 50% das vagas em universidades federais são destinas a este fim, entretanto a presença de alunos de escolas públicas nas unidades é desigual. Em maio de 2016, a Pró-Reitoria de Graduação da Universidade de São Paulo, apresentou as informações sobre o ingresso de estudantes no vestibular, que aprovou somente 34,6% de alunos da rede pública de ensino.

Falta de tecnologia, gestão eficiente e infraestrutura, são lacunas visíveis no método da educação pública, o qual impede a formação acadêmica completa dos jovens e acesso ao conhecimento atual, que ao contrário das redes privadas, possuem na maioria das vezes melhor estrutura didática, um número menor de alunos por sala de aula que em síntese, facilita o aprendizado, além de serem mais tecnológicas e desenvolverem o contato com a língua estrangeira desde cedo.

Dessa forma, é dever do Ministério da Educação investir nas redes de ensino públicas, melhorando a infraestrutura, qualificação dos docentes e profissionais do ensino, por meio de um bom planejamento financeiro. Ademais, é de suma importância disponibilizar materiais didáticos aos alunos, além da inserção da tecnologia nas salas de aula, a fim de preparar os alunos para as universidades e futuras graduações, com interesse de mitigar a falta de equidade no ensino, favorecendo maior parte dos egressos do ensino público a garantir uma boa graduação.