10 anos da Lei de Cotas: resultados e desafios para a educação do Brasil
Enviada em 03/08/2023
Atualmente, na sociedade brasileira, muito se discute sobre igualdade. Entretanto, diversos grupos sociais e étnicos, ainda são vítimas da discriminação e da falta de oportunidades. Por isso, em agosto de 2012, foi sancionada a “Lei de Cotas” que visa direcionar vagas de concursos públicos a membros de grupos marginalizados, como negros e pessoas de baixa renda, assim tornando a distribuição de vagas mais igualitária.
Primeiramente, é essencial a compreensão de que o Brasil é um país capitalista, portanto, tende a ser mais desigual. Quando este fato é alinhado a uma história de séculos de escravidão e segregação, torna-se inevitável a posição do povo afrodescendente na pirâmide socioeconômica brasileira, o qual representa 75% da população mais pobre, compondo assim, a maioria dos estudantes cotistas.
Entretanto, mesmo que a “Lei de Cotas” auxilie a inserção de diversas pessoas no meio universitário, ainda é uma temática extremamente polêmica, pois é vista por muitos como racista, já que infere que alguns indivíduos sejam menos capazes e necessitem de um agente facilitador. Tal opinião tem partido até mesmo de indivíduos negros, como Guto Zacarias e Fernando Holiday, influenciadores e políticos liberais que comumente reforçam essa tese.
Em suma, a Política de Cotas, mesmo que polarizadora, tem cumprido sua função de igualar mais os campus brasileiros. Entretanto, é imprescindível que o MEC ( Ministério da Educação e Cultura) vistorie a realização e eficácia dessa proposta e que as instituições de ensino público da Educação Básica reforcem a adesão escolar e complementem seu Currículo por intermédio de projetos, novas ferramentas de ensino e profissionais qualificados. Dessa forma, reduzir-se-á a desigualdade informacional.