10 anos da Lei de Cotas: resultados e desafios para a educação do Brasil

Enviada em 19/09/2023

A Lei de Cotas sancionada em agosto de 2012, determina que 50% da vagas em universidades e institutos federais, sejam reservadas para pessoas autodeclaradas negros, pardos, indígenas, pessoas de baixa renda e que estudaram em escolas públicas. Lei essa que veio para “reparar” o feito histórico de escavidão que durou cerca de quatro séculos.

Antes da Lei de Cotas, a quantidade de negros em universidades era muito desproporcional em relação aos brancos. A cada 100 universitários brancos, apenas 2 (dois) eram negros. Segundo o IBGE, essa realidade começou a mudar a partir do ano de 2019, com aumento de negros matriculados em até 400% comparado aos anos anteriores.

O número de estudantes negros e/ou cotistas cresceram, mas quantos desses permaneceram até efetiva conclusão? Em um canal no YouTube chamado “Canal Preto”, nos apresenta a real situação de jovens que ingressaram numa universidade, mas que não conseguem manter-se, pois precisam trabalhar e às vezes não possuem condições nem mesmo de transporte.

Nessa óptica, podemos dizer que sim, a Lei de Cotas trouxe mudanças e oportunidades, mas ela por si só, não é suficiente para “equilibrar” tamanha desigualdade. É necessário políticas públicas voltado para esse grupo que representa mais que a metade dos brasileiros. Antes de dar “asas”, precisamos ensiná-los a voar, assim como qualquer jovem branco que teve oportunidades melhores. Direito a educação de qualidade desde a base é uma das chaves para essa mudança.