10 anos da Lei de Cotas: resultados e desafios para a educação do Brasil
Enviada em 03/11/2023
Sabe-se que o Brasil, em seus primórdios, era um pais muito preconceituoso e altamente racista, o qual, em escalas menores, perpetuou-se até o presente. Ho-diernamente, mesmo com a implementação da lei de Cotas para pagar a divida his-tórica, ainda há desafios para o futuro da educação no Brasil, sendo os principais a falta de qualidade das escolas públicas e a consequência de um passado histórico extremamente racista e preconceituoso.
A priori, de acordo com o filósofo Rousseou, em toda sociedade existe um contrato social, o qual o povo e o Estado tem seus direitos e deveres. Em paralelo a isso, no Brasil fora assinada a Constituição federal, a qual no artigo 5º garante a i-gualdade de todos os brasileiros. Porém, de acordo com o MEC (Ministério da Edu-cação) as escola públicas, a qual a maioria dos alunos são cotistas, tem o ensino precário quando comparado as escolas privadas onde existe um poder aquisitivo maior. Logo, o Brasil ainda perpetua a desigualdade social do passado.
A posteriori, de acordo com o antropólogo fracês Claud-Levi Strauss, “para se entender a sociedade atual, antes é necessário estudar o passado histórico na qual ela foi forjada”. Nesse sentido, na época da “Expansão Marítima” quando os euro-peus invadiram o “Novo Mundo” (futuro Brasil) eles trouxeram consigo, o pensa-mento retrógrado, o qual custou a vida de milhões de negros e dos povos nativos. Além disso, mesmo após a assinatura da Lei Áurea (abolição da escravidão) infeliz-mente os 350 anos de escravidão trouxeram ao povo as consequência dos dias atuais, as quais o governo tenta suprir com a lei de Cotas, que nunca será sufi-ciente.
Portanto, é notório que o Brasil ainda sofre do seu passado histórico san-grento. Destarte, é necessário a ajuda do Poder Executivo, especificamente do Ministério da educação (e suas secretarias), a reformulação das escolas públicas, tornando as aulas mais dinâmicas e atrativas aos alunos, investindo mais na estru-tura e nos profissionais, de modo que a qualidade entre as escolas públicas e pri-vadas fiquem iguais como fora prometido no artigo 5º da Constituição, com a finalidade de acabar com a desigualdade e esquecer do passado, do racismo e do preconceito.