10 anos da Lei de Cotas: resultados e desafios para a educação do Brasil
Enviada em 31/05/2024
No ambiente construído nos mais de 300 anos de escravidão vivido pela população negra, um ambiente desfavorável foi gerado que perdura até os dias atuais. Nesse sentido, a educação superior continua tendo um déficit racial dos alunos e até mesmo docentes, sem contar com os números no concursos. Entretanto, entre resultados e desafios para a lei de cotas no Brasil, apesar de muitos pontos positivos alcançados, ainda deixa margem para que a população negra continue subrepresentada na realidade acadêmica, devido a pouca representação política nesses setores e abertura de oportunidades.
Nesse sentido, há uma analogia possível entre o filme “O Diário dos Escritores da Liberdade” e os estudantes brasileiros, é que a falta de oportunidades para aprendizagem e o enfrentamento de obstáculos sociais para a mudança de estrutura da salas de aula, ainda é palpável e presente. Por exemplo, em jovens da periferia e em sua maioria pretos, sofrem com o insistente avanço do tráfico, drogas, violência, preconceito e a própria fome.
Ademais, a representação política que defende a educação e igualdade social parece perder cada vez mais espaço nos debates políticos do país. Por exemplo, a renovação da política de cotas e sua implementação forte e correta não se tornou mais um assunto de debate da Casa Legislativa, que cada vez mais se perde em assuntos de imposição cultural, religiosa e econômica defendendo interesse de pequenos grupos, assim, a educação fica cada vez menos representada e ouvida.
Por fim, a educação e igualdade social, necessita de representação política e a criação de oportunidades para que a derrocada de direitos por centenas de anos passe a ser apenas um triste momento da história. Nesse contexto, a Classe Legislativa do Brasil possui aparato para discutir e criar leis de aulas de cidadania desde a primeira infância à educação superior, de modo a trazer pra realidade social a urgência da conscientização antiracismo, seja no âmbito estrutural, institucional e social. Além disso, as cotas precisam ser fiscalizadas e bem implementadas por cada universidade, banca avaliadora e também as 3 Esferas Democráticas, afim de eliminar as chances de fraude e garantir ano a ano renovação, diminuindo o impacto histórico do racismo.