10 anos da Lei de Cotas: resultados e desafios para a educação do Brasil
Enviada em 14/08/2024
No período histórico do Apartheid na África do Sul, havia uma população regional pautada no racismo estrutural e com forte estratificação social. Com a chegada do líder social e político, Nelson Mandela, houveram diversas mudanças devido a suas ideias progressistas. Em relação ao contexto hodierno, muitos desses discursos de cunho transformador têm sido colocados em prática, como é o caso da Lei de cotas, porém, ela tem encontrado barreiras para seu crescimento. Diante disso, é necessário que haja uma discussão em relação ao avanço promovido por essa ação afirmativa e o maior obstáculo existente para sua ampliação.
Desse modo, sob a óptica historial, sempre houve o registro de grupos excluídos de terem acesso à educação. Por isso, foi essencial a adoção do sistema de cotas para que ocorresse a quebra da perpetuação do sofrimento de muitos desses “renegados”. Sob esse viés, cabe cital o filme “Doutor Gama”, o qual mostra as dificuldades, mas também os sucessos de um homem negro que conseguiu ingressar na Faculdade de Direito, tornando-se advogado na época da escravidão. Percebe-se assim, semelhantemente como no filme, a realidade brasileira tem reconhecido cada vez mais a importância da inclusão.
Outrossim, é válido ressaltar que tal pauta encontra uma barreira muito grande na falta de subsídios para esses estudantes cotistas se manterem durante o curso, o que por sua vez, resulta em muitas desistências de graduações. Sob esse prisma, vale citar a obra cinematográfica “De cabeça erguida”, o qual mostra a vida de um adolescente, que tenta sair da vida do crime ao voltar a estudar. Isso mostra que medidas devem ser tomadas para diminuir o processo de evasão, como forma de permitir a esses jovens a melhoria da qualidade de vida.
Logo, torna-se evidente a importância da adoção de um sistema educacional inclusivo como forma de reparação social. Por conta disso, cabe ao Governo Federal, como agente provedor máximo, aliado ao Ministério da Educação, amplificar os programas de bolsas estudantis, por meio do aumento de verbas destinadas a esses projetos, para que haja um aumento nos índices de graduados cotistas que concluem seus cursos, melhorando assim o sistema profissionalizante do país.