11º Simulado ENEM | Inédito - Por que os problemas expostos pelas chuvas intensas permanecem sem solução?
Enviada em 23/08/2022
O filósofo Platão afirma que a justiça é o equilíbrio de todas as virtudes. Entretanto, o que se torna perceptível, de forma demasiada, no meio social são as desigualdades que abalam continuamente parcela da população, que ficam à margem de problemas pertinentes, tais como a perpetuação dos transtornos ocasionados pelas chuvas. Nessa perspectiva, é notório entender que a resolução da problemática tem como entrave a falta de amparo do Estado, bem como a carência de investimentos, devido ao interesse econômico.
Sob um panorama inicial, vale salientar que a exiguidade de iniciativas governamentais, no que tange às dificuldades causadas pela chuva, é um meio de ignorar o que é essencial à sociedade brasileira: segurança e bem-estar. Diante dessa ótica, o descaso propiciado pela ausência de projetos na busca pela solução dessas adversidades elucida a ineficácia estatal, que toma partido de determinadas contrariedades sociais, em detrimento de outras. À vista disso, esse contexto de improdutividade é apresentado pelo conceito de “instituição zumbi”, do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, segundo o qual as instituições conservam suas formas, contudo não cumpre com seus objetivos, como os reveses vindos das chuvas.
Ademais, sob uma égide secundária, é pertinente discernir que a viabilização de concepções e planejamentos promotores da redução dos empecilhos motivados pelas chuvas, requer bastante capital envolvido. Nesse sentido, o elevado gasto para a sua efetivação gera como efeito a ausência de investimentos e, desse modo, os indivíduos brasileiros são confrontados com situações de riscos e impelidos a expor suas vidas. Por esse ângulo, o filósofo Baruch Spinoza, afirma que os homens são mais conduzidos pelos desejos cegos que pela razão, indicando que, atualmente, vive-se uma inversão de valores a partir da qual ideais e estímulos à execução de projetos, ocupa lugar periférico e a negligência, principal.
Depreende-se, portanto, a necessidade de fomentar planos para mitigar as adversidades propiciadas pela chuva, no sistema social brasileiro. Destarte, é fulcral que o Estado construa sistemas eficientes de drenagem, por intermédio de estudo em áreas de maiores riscos, objetivando amenizar os impactos pluviais. Dessa maneira, uma sociedade menos cega, como expõe Spinoza, concretizar-se-á.