11º Simulado ENEM | Inédito - Por que os problemas expostos pelas chuvas intensas permanecem sem solução?
Enviada em 04/09/2022
De acordo com o artigo 5º da Constituição Federal de 1988, todos são iguais perante a lei e, dentre outros direitos, devem ter acesso à propriedade. Entrentanto, ter uma moradia com estrutura digna está longe da realidade de muitos brasileiros. No processo de urbanização das cidades, os indivíduos com menor poder aquisitivo foram obrigados a ocupar áreas periféricas inadequadas, como as de várzea, e hoje sofrem com inundações nos locais em que vivem. Dessa forma, é valido analisar a utilização do espaço e a falta de planejamento atual para enfrentar tal dificuldade.
Primeiramente, é importante ressaltar que um dos motivos para a continuidade dos problemas envolvendo as fortes chuvas é o uso inadequado do espaço. As pessoas ocupam permanentemente regiões indevidas, como zonas de morro e margens de rios, e são obrigadas a lidar com as consequências. As enchentes e os deslizamentos são recorrentes em épocas chuvosas e sempre irão acontecer, uma vez que são processos comuns das áreas mencionadas. No entanto, a maior problemática está relacionada às habitações instaladas nesses locais e aos prejuízos - materiais e mortes - causados aos moradores.
Em segunda análise, devemos apontar a ausência de planos de enfrentamento como ponto central para a permanência dos problemas envolvendo as fortes chuvas. O poder público e a própria população são responsáveis pelo agravamento dessa situação, pois, no caso das enchentes, o descarte e a coleta ineficientes do lixo impede que a água escoe e ela fica retida na cidade. Já sobre os delizamentos, há uma falta de investimento das autoridades em habitação seguras e os cidadãos carentes utilizam o espaço inadequado por, muitas vezes, ser o único disponível.
Conclui-se, portanto, que os problemas persistem porque não há uma ligação entre espaço adequado para a ocupação permanente e políticas públicas para o acesso a ele. Como meio de enfrentamento, as prefeituras devem realocar para locais seguros as populações que residem em áreas críticas próximas a rios e córregos, fazer campanhas na televisão e rádio para alertar sobre os perigos de residir nessas regiões e informar sobre práticas adequadas para evitar o acúmulo de lixo nas ruas, além de investir em drenagem e coleta de resíduos nas cidades.