11º Simulado ENEM | Inédito - Por que os problemas expostos pelas chuvas intensas permanecem sem solução?
Enviada em 17/09/2022
Nas cidades brasileiras, com destaque as capitais, são frequentes os problemas causados pelas chuvas intensas. Incontáveis pontos de alagamento fazem com que ruas e avenidas estagnem, prejudicando motoristas e transeuntes. Esta situação caótica, ainda que antiga, não apenas se perpetuou, como também se agravou em função do tempo. Com base nesse viés, convém discutir a causa, bem como a razão da perduração dos problemas expostos pela chuva.
Com efeito, a preocupação com o planejamento das cidades é relativamente recente. Em razão disso, em especial, as cidades de destaque econômico, como Rio de Janeiro e São Paulo, tiveram um desenvolvimento marcado pelo crescimento desordenado, com ruas, avenidas e casas que não respeitam os ciclos hidrológicos da natureza. Segundo Anderson Kazuo Nakano, professor do Instituto das Cidades da Unifesp, a falta de planejamento em adjunto com as mudanças climáticas, são os responsáveis pelos alagamentos que afligem determinados municípios brasileiros.
Seguramente, discussões em torno da problemática são frequentes, mas pouco tem sido feito para efetivamente saná-la. À medida que as cidades crescem, surgem novas ruas, moradias e outras modificações no terreno natural; muitas sem o aval da prefeitura. Uma vez que o cerne da questão são as transformações do espaço geográfico pelo homem, qualquer ação, naturalmente, deverá ser direcionada a controlar ou desfazer tais mudanças. Entretanto, como resultado, milhares de cidadãos poderiam ter suas moradias e comunidades afetadas de alguma forma; o que desestimula o avanço da discussão.
Ainda assim, observa-se que problemas expostos pelas chuvas intensas devem ser resolvidos. Para isso, é necessário que o Governo Federal, em conjunto com as prefeituras, investiguem as principais alterações no terreno que resultam no alagamento das cidades e as ratifiquem, compensando financeiramente aqueles que forem afetados pelas alterações, bem como, estimulem programas como o “Minha Casa, Minha vida”, visto que as moradias propiciadas pelo programa devem respeitar os ciclos hidrológicos da natureza. Tais medidas devem ocorrer, tendo em vista que zelam pelo progresso das cidades e a preservação da natureza.