13º Simulado ENEM 2022 | Inédito - Condições de vida nas favelas brasileiras
Enviada em 06/10/2022
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, é garantido para todas as pessoas o direito a saúde, integridade e dignidade. Entretanto, a precariedade vivenciada pela população nas favelas brasileiras mostra a ineficiência dessa constituição internacional no Brasil. Por isso, cabe analisar a negligência do Estado, além da inércia social quanto a pífia condição de vida nas periferias do país.
Diante desse cenário, cabe ressaltar o aspecto supracitado quanto a irresponsabilidade governamental com seus cidadãos. Segundo o contratualista John Locke, em sua obra “O Contrato Social”, cabe ao Estado fornecer condições para o conforto e bem-estar dos indivíduos. Contudo, a invisibilidade sofrida pela população carente nos bairros afastados demonstra a ineficácia das esferas públicas em garantir o básico para sua sociedade, ponto esse exposto pela pesquisa realizada através do Data Favela, o qual apresentou que 82% das pessoas que residem nesses bairros terão dificuldades em comprar comida em tempos de quarentena. Dessa forma, urge medidas para a resolução da problemática.
Ademais, vale frisar que, no Brasil, os indivíduos pouco se preocupam com os problemas alheios. Conforme o conceito elaborado por Sérgio Buarque de Holanda, sobre o “Homem Cordial”, uma das características do brasileiro cordial é sobrepor os seus interesses aos coletivos. Nesse viés, percebe-se que a atual condição de vida nas favelas brasileiras também ocorre pela indiferença social, o que ocasiona a falta de visibilidade nessas regiões, comprovando, assim, o argumento proposto por Holanda. Por conseguinte, o desenvolvimento humano torna-se restrito, devido à precariedade estrutural e educacional. Logo, é essencial promover maiores níveis atencionais nas periferias.
Em suma, classifica-se como imperioso que o Ministério da Cidadania, orgão responsável pelo gerenciamento da sociedade brasileira, realize obras estruturais nas regiões suburbanas, por meio da aplicação de capital voltada especificamente para atender as demandas existentes, como no setor da saúde e educação. Dessa forma, tais medidas possuem objetivo de melhorar as condições de vida nas regiões periféricas, visto que, geralmente, possuem condições mais precárias.