13º Simulado ENEM 2022 | Inédito - Condições de vida nas favelas brasileiras
Enviada em 21/10/2022
Dom Quixote de La Mancha, personagem ímpar de Miguel de Cervantes, representa a compreensão quimérica da realidade e a coragem em enfrentar as adversidades. Em contrapartida, fora da literatura, fica claro que, as precárias condições de vida nas favelas brasileiras é algo notório e persistente no século XXI. A partir disso faz-se necessário lembrar que a desigualdade social e a influência da pandemia do Covid-19 requerem um quadro a ser revisado dentro do corpo social.
Diante disso, é válido explicar o desigualdade social na intensificação das baixas condições de vida nas periferias. Deve-se pontuar que, graças a urbanização desordenada, que resulta da macrocefalia urbana e ao forte crescimento economico da década de 70, iniciou-se um processo de êxodo rural de trabalhadores dos estados mais pobres em direção a regiões mais ricas, ocasionando a formação das primeiras comunidades. É perceptível a semelhança na hodiernidade uma vez que devido a desorganização na urbanização áreas periféricas, sofrem com ausência de saneamento básico e falta de auxílio do governo, enquanto áreas centrais da cidade usufruem com mais facilidade de seus direitos. Outrossim, não se pode esquecer de que, graças aos fatos supracitados tais indivíduos são os mais prejudicados por problemas urbanos.
De modo complementar, a pandemia do Covid-19 é outro fator que colaborou para o aumento da deficiência da qualidade de vida nas periferias. Segundo o filósofo contratualista John Locke, essa conjuntura configura-se como uma violação do contrato social, já que o Estado não cumpre sua função de garantir a segurança e saúde básica dos cidadãos. Assim, podendo ser assimilado ao cenário de calamidade das favelas da nação brasileira no período da pandemia.
Em suma, fica exposta a necessidade de se buscar resolução a essa causa. Urge que o Ministério da Saúde junto com a mídia como instituição de propagação de informação, produza, por meio de intervenções midiáticas, campanhas que estimulem a conscientização da população. Ademais, o Ministério da Educação deve proporcionar rodas de conversas nas escolas por intermédio de um programa nacional, visando maior reconhecimento à temática abordada. Somente assim será possível que o contexto apresentado em “Dom Quixote” seja evitado.