13º Simulado ENEM 2022 | Inédito - Condições de vida nas favelas brasileiras
Enviada em 29/10/2022
A obra “Quarto de despejo” de Carolina de Jesus retrata de forma crua o cotidiano de uma mulher preta, pobre e periférica, que vive num ambiente de extrema desigualdade socioeconômica e condições de risco à saúde, numa favela em São Paulo. Análogo ao livro, no cenário hodierno, milhões de brasileiros também enfrentam essa situação insalubre presente nas periferias do país. Desse modo, é necessário interveções para mudar as condições precárias de vida nas favelas brasileiras, que são ocasionadas tanto pela negligência estatal, quanto pela omissão do corpo social.
Sob esse viés, evidencia-se primeiramente que a negligência do Estado com a população periférica fere os princípios determinados pela Contituição federal, os quais asseguram que todos os seres humanos têm o direito a moradia e saúde dignas. Nesse contexto, ao percebe-se que a inaplicabilidade do que está escrito na legislação, priva os cidadão de desfrutarem dos seus direitos em sua plenitude e agrava ainda mais as desigualdades socieconômicas dessas minorias representativas, contribuindo para sua invisibilidade frente ao Estado.
Ademais, a indiferença do corpo social é um dos motivos para manutenção dessas condições desiguais no cenário coletivo. Segundo o sociólogo Pierre Bourdieu, em sua teoria do “Habitus”, os comportamentos são neutralizados por acontecerem de forma anterior e exterior a quem os comete. Nesse viés, a sociedade torna-se omissa, diante dos problemas que existem nas favelas, porque desde os tempos da Primeira República criou-se um “habitus” de marginalizar e excluir essa população. Dessa maneira, deve-se dar voz a essas minorias para que as disparidades sociais sejam minimizadas.
Portanto, urge medidas interventivas para modificar o cenário nas favelas brasileiras. Para isso, o Ministério da Cidadania deve ampliar os programas de assistência a essa população, por meio de reunião com associações das comunidades e moradores para discurtir os problemas e traçar metas tangíveis para efetivar as ações de mudança. Tudo isso deve ser feito com a finalidade de proporcionar um ambiente com melhoria ao acesso de saude, educação, lazer e moradia dignos. Somente assim, com ações coletivas, os direitos saírão do papel.