13º Simulado ENEM 2022 | Inédito - Condições de vida nas favelas brasileiras

Enviada em 28/10/2022

Desde os primórdios da ocupação do território brasileiro, a população mais pobre lutou para ter acesso à moradia, fato que, combinado com a má distribuição de renda e com os problemas habitacionais do país, culminou no surgimento das favelas brasileiras. Entretanto, apesar de terem se tornado parte da identidade do povo brasileiro, as favelas são locais conhecidos por precárias condições de vida,

por serem altamente insalubres e instáveis, sendo um risco à vida de seus moradores. Logo, um debate acerca dos problemas da “favelização” no Brasil e as frágeis condições de vida nas “comunidades” torna-se amplamente necessário.

Em vista disso, é válido destacar que as favelas brasileiras são o produto final de um crescimento populacional desordenado e sem um planejamento adequado por parte do Governo brasileiro. Nesse contexto, as comunidades ganharam “corpo” e número e, com o tempo, essas aglomerações urbanas “anormais” tornaram-se um reflexo da exclusão social que os mais pobres sofrem. Sendo assim, os mais necessitados não tem outra opção de lar além das favelas, fala que reforça o descaso governamental com o acesso à moradia digna dos brasileiros, mesmo que esteja previsto na Constituição do país como um direito social do cidadão.

Além do mais, problemas de saneamento, altos índices de criminalidade, casos de subnutrição e pobreza extrema são apenas algumas das fatalidades presentes no dia a dia das periferias do Brasil. Seguindo essa óptica, a obra “O Cortiço”, do autor Aluísio de Azevedo, torna-se análoga à situação problema ao retratar as condições de vida dos moradores dos cortiços, tornando-se uma forte crítica social acerca da precária qualidade de vida nessas instalações, denunciando casos de exploração e violência. Como resultado disso, assim como os personagens da trama, os moradores das favelas sofrem diariamente com problemas similares.

Portanto, é mister que o Governo brasileiro, através do Ministério do Desenvolvimento Regional, órgão responsável por póliticas públicas de infraestrutura urbana, promova investimentos no saneamento básico e na estrutura das moradias urbanas, a fim de tornar as comunidades do país, de fato, habitáveis. Somente assim será possível, assim como está presente na Constituição Federal, prover um acesso digno à moradia de qualidade para o cidadão brasileiro.