13º Simulado ENEM 2022 | Inédito - Condições de vida nas favelas brasileiras
Enviada em 28/10/2022
Na obra “Quarto de despejo”, a autora Carolina de Jesus discorre sobre os desafios vividos por ela e seus filhos na favela do Canindé, na qual passavam por situação de extrema pobreza e vulnerabilidade social, contrastando com o cenário do Brasil na época, que esbanjava riqueza e desenvolvimento com a construção de Brasília. Apesar do lapso temporal, a problemática ainda persiste. Atualmente, mesmo com o crescente desenvolvimento econômico do país, milhares de pessoas vivem em condições insalúbres nas favelas do país. Portanto, faz-se necessário compreender a origem e o motivo da persistência das más condições de vida nas favelas do Brasil.
De fato, a falta de assistência por parte do Governo com os moradores das favelas e sua estrutura é um entrave que ultrapassa as décadas. Tal questão é abordada nos estudos do historiador Caio Prado Junior, em que, tem-se o Brasil preso aos pensamentos derivados da estrutura colonial, desprezando a população mais afortunada e marginalizada ( que está à margem da sociedade) . Como consequência, ocorre a reprodução do mesmo descaso com a população menos favorecida e o seu amontoamento devido ao processo de “limpeza social” (gentrificação) que ocorre nos centros, forçando assim, inúmeros brasileiros a buscarem refúgio no quarto de despejo.
Em segunda análise, o fato do Brasil ser a décima terceira maior economia mundial e ser a nona mais desigual, dados do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do IBGE, respectivamente, reflete no modo como os governantes priorizam e distribuem investimentos para o desenvolvimento das regiões do país, principalmente aquelas em que o índice de precariedade são maiores.
Sendo assim, tendo em vista as (más) condições de vida nas favelas, é dever do Governo Federal, juntamente com o Ministério da Infraestrutura, realizar reformas de base no espaço urbano, melhorando os espaços públicos proporcionando locais dignos para construção de moradias. Além disso, juntos devem coordenar projetos que realogem moradores periféricos nas cidades, que antes foram retirados pela verticalização urbana, para acabar com o mito da elitização dos centros, e pouco a pouco, mudando a realidade inúmeras Carolinas espalhadas pelo Brasil.