1º Simulado ENEM 2024 | 3º Série | Os impactos do abandono de animais domésticos no Brasil

Enviada em 27/06/2024

Manoel de Barros, poeta pós-modernista, desenvolveu em suas obras a “teologia de traste”, cuja principal característica reside em dar valor às situações frequentemente esquecidas ou ignoradas. Seguindo a lógica barrosiana, percebe-se que os casos de maus tratos ao animais encontra-se tácito no território verde-amarelo. Dessa maneira, é propício explorar a negligência estatal e o silenciamento midiático como influenciadores da problemática.

Primeiramente, é válido destacar a inoperância da máquina pública como peça-chave no revés. Para tanto, é oportuno relembrar a obra “O cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein,o qual aborda que as normas presentes nos documentos nacionais nem sempre são seguidas. Nesse sentido, apesar da Constituição Federal garantir que os bichos domésticos têm o direito de dignidade, nota-se uma contradição, uma vez que um indivíduo ferem esses princípios contra a vida dos animalescos e as advertências contidas nas leis não é aplicada. Logo, enquanto a Carta Magna não for executada seguirá sendo objeto de utopia.

Outrossim, é de alta relevância pontuar a conduta omissa da imprensa como parte do impasse. Nessa conjuntura, pode-se citar o filme “O Menino do Pijama Listrado”, que aborda o poder que a mídia têm sobre a visão das pessoas, ao fazê-las acreditar que o campo de concentração nada mais seria que uma “colônia de férias”. De maneira análoga, vê-se que o vínculo de informação acaba não expondo os casos de abandonos e agressão aos animais, criando na perspectiva dos cidadãos a impressão de escassez. Sendo assim, enquanto essa postura for lei a alienação continuará.

Mediante o exposto, observa-se necessário impedir a persistência dos crimes aos animais domésticos. Para isso, é fulcral que o poder público - responsável por agir de acordo com a necessidade da população - promova, com o apoio dos Ministérios das Comunicações e do Meio Ambiente, a criação de projetos educativos nas escolas sobre os direito dos animais de estimação, por meio de palestras e posts nas redes sociais. Essas ações têm o intuito de conscientizar e minimizar tanto a brecha governamental como o desleixo da mídia. Desse modo, espera-se que esse tópico passe a não fazer parte da teopoética de traste.