2º Simulado ENEM 2023 | Extra - O papel da sociedade na ressocialização de pessoas privadas de liberdade
Enviada em 05/03/2023
O quadro expressionista “O Grito”, do pintor norueguês Edvard Munch, retrata a inquietude, o medo e a desesperança refletidos no semblante de um personagem envolto por uma atmosfera de profunda desolação. Para além da obra, observa-se que, na conjuntura brasileira contemporânea, o sentimento de milhares de indivíduos assolados falta de ressocialização de pessoas presas é, amiudadamente, semelhante ao ilustrado pelo artista. Nesse Viés, torna-se crucial analisar as causas desse revés, como a negligência governamental e a falha na educação brasileira.
A princípio, é imperioso notar que a indiligência do Estado potencializa a falta de ressocialização de pessoas presas. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das instituições zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descreve como presentes na sociedade, todavia, sem cumprirem sua função social com eficácia. Sob essa ótica, devido à baixa atuação das autoridades, os presidiários não podem gerar valor na sociedade, o que gera mais anemia social, formando mais criminosos e repetindo o ciclo. Assim , para a completa refutação da teoria do estudioso polonês, faz-se imprescindível uma intervenção estatal.
Outrossim, é igualmente preciso apontar a falha na educação brasileira como outro fator que contribui para a manutenção do problema. Posto isso, de acordo com o importante filósofo alemão Immanuel Kant, “É no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade”. Diante de tal exposto, é possivel ver como a falta de um ensino especializado na ressocialização dos presidiários fere os princípios de uma sociedade ideal, ao limitar a capacidade dos cidadãos privados de liberdade e, por conseguinte, de toda a nação. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar o problema. Dessarte, a fim de promover a ressocialização dos presidiários, é preciso que o Estado, por intermédio de orgãos de ensino e educação, eduque e capacite a população privada de liberde para o mercado de trabalho. Espera-se, assim, que os sofrimentos emocionais retratados por Munch delimitem-se apenas ao plano artístico.