2º Simulado ENEM 2023 | Extra - O papel da sociedade na ressocialização de pessoas privadas de liberdade
Enviada em 11/10/2023
Entre tantos desafios de um país emergente, como é o Brasil, a ressocialização de pessoas privadas de liberdade é um deles. Isso porque, de acordo com o site IPOG, apenas 18% da população carcerária pratica alguma atividade laboral com intuito de se reincerir na sociedade. Esse fato, é decorrente, principalmente, da falta de perspectiva dos presos gerada pela ausência de assistência nas esferas sociais, educacionais e laborais desses indivíduos durante o processo de reeducação nos presídios. Após análise do ponto nevrálgico, é mister concordar com René Descartes de que não existem soluções fáceis para problemas difíceis, por isso é necessário investigar as responsabilidades do governo e da sociedade.
Diante disso, é fulcral salientar que a negligência governamental acerca da ressocialização presidiária é um fator determinante para perpetuar a problemática. Afinal, a assistência às pessoas privadas de liberdade permite que esses indivíduos recomecem a vida longe do crime e com preparo baseado no trabalho e na educação possibilitando sua reincerção na sociedade. Sendo assim, como defende o filósófo Mario Sérgio Cortella “quando um modelo de vida leva ao esgotamento, é fundamental analisar se vale a pena permanecer nesse mesmo caminho”. Ou seja, se o governo não investir na reeducação carcerária os presos não terão habilidades nem perspectivas para conviver novamente em sociedade.
Em consonância a isso, é factual que a sociedade tem papel fundamental no desenvolvimento da problemática. Isso porque, os estigmas associados às pessoas privadas de liberdade promovem a exclusão dessa população, o que dificulta ainda mais a ressocialização desses indivíduos nas esferas sociais. Assim sendo, como afirma Pierre Bourdier na teoria do “Habitus” a sociedade é consequência da estrutura imposta sobre ela. Analogamente, é a população carcerária como reflexo do preconceito social.
Em suma, é preciso promover a ressocialização de pessoas privadas de liberdade no Brasil. A partir disso, o Ministério da Cidadania (órgão responsável pela aplicação de políticas públicas dos direitos humanos) deve intensificar a assistência social nas penitenciárias, por meio de equipes especializadas, a fim de promover perspectiva e condições para reincerção desses indivíduos na sociedade .