2º Simulado ENEM 2023 | Extra - O papel da sociedade na ressocialização de pessoas privadas de liberdade
Enviada em 12/10/2023
No Brasil, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), há cerca de 800 mil presos, dentre estes 40% voltam a reincidir em crimes ao deixar a unidade prisional. Esses dados revelam a imensa população carcerária e a falência do Estado em promover a ressocialização de presos no Brasil. Diante disso, a sociedade tem um papel fundamental no processo de ressocialização de pessoas privadas de liberdade ao fornecer amparo social e, consequentemente, reduzir a estigmatização enfrentada por esse grupo.
Em primeiro plano, o amparo ao ex-detento deve ser feito pelo Estado e de modo multidisciplinar, com o apoio, por exemplo, de assistentes sociais, médicos e psicólogos. Esse amparo social pode ainda ser intensificado pela sociedade civil ao adotar a solidariedade mecânica - teoria proposta pelo sociólogo francês Émile Durkheim em seu livro “Da divisão do trabalho social” - em que diz que a integração social dos cidadãos é decisiva para se ter um baixo índice de criminalidade em decorrência do compartilhamento de valores semelhantes. Assim, o acompanhamento social dos ex-presos e o acolhimento da sociedade civil são fatores que podem contribuir para a ressocialização desses indivíduos.