30 anos da Constituição Cidadã: avanços e retrocessos
Enviada em 08/06/2020
O avanço do Estado é através da educação.
A Constituição de 1988, ou Constituição Cidadã, foi um marco para o Brasil pela necessidade de criar e ampliar direitos resolvendo questões negligenciadas à todas as camadas sociais da população brasileira, como o direito universal à educação, dentre os diversos direitos sociais estabelecidos.
Apesar do grande esforço para que todo o cidadão tenha acesso à educação de qualidade, saneamento básico, segurança, isto não é totalmente garantido, visto que o Estado não tem capacidade para gerir de forma igualitária o ensino à todas as capitais e municípios do país. Dados divulgados pelo Inep 2019, mostram que as redações nota mil são oriundas da região Sudeste.
No atual sistema de ensino, o acesso à educação de qualidade se detém ao ensino privado, que obviamente, negligência grande parcela da sociedade brasileira, apesar da diminuição do analfabetismo desde 1988, é observado que em sua grande parte, é apenas no papel, visto que há um massivo contingente de analfabetismo funcional entre os jovens.
O resultado é a baixa qualificação profissional, pobre desenvolvimento tecnológico, científico e a grande desigualdade de renda, pouco alterada em 30 anos. A educação pública de qualidade é direito de todo cidadão, é obrigação do Estado fornecer o melhor ensino, e é o que confere igualdade e permite que cada indivíduo tenha justa oportunidade de acesso as instituições públicas brasileiras.
É preciso esforço do Estado para desenvolver o país, o setor tecnológico e maximizar empregos, e para alcançar melhores resultados é através da educação. Fundamental aumentar salários de educadores e emparedar o magistério a elite profissional do país, buscar referências de ensino como a Suécia, que foi de acordo com a PISA, Programa Internacional de Avaliação de Alunos, de 2019, a número um no mundo, para que possamos ser a potência que temos a capacidade de ser.