30 anos da Constituição Cidadã: avanços e retrocessos
Enviada em 09/06/2020
Em 1988, foi criada a Constituição Cidadã, após outras seis versões, que foram renovadas com o intuito de modificá-las para que se encaixassem mais apropriadamente na forma como pensavam que o país deveria funcionar em tal época. A atual é conhecida como “cidadã”, pois se destaca no fato de oferece mais direitos ao povo, como por exemplo, o de saúde, educação, moradia, lazer, alimentação, trabalho, segurança, entre outros. Assim como, também, declara que a prática de tortura e de racismo são consideradas ilegais.
Porém, mesmo que cada cidadão brasileiro possua estes direitos, nem todos realmente os recebem na prática, corretamente, porque a Constituição e todo o conteúdo dentro dela é considerado lei. O que significa a existência de falhas no cumprimento dessas leis. Algo claramente normal se for levado em conta que tanto a criação dos direitos como a execução dos mesmos é realizada por seres humanos, falhos por natureza.
Se não há como transformar a espécie humana em perfeita, pode-se dizer que esta é uma circunstância irreversível, talvez. Mas não seria novidade, em razão de acontecimentos semelhantes presentes na História, se grupos se levantassem para mudar a situação, lutar por um “mundo melhor” e, depois de um tempo, os frutos desta revolução fossem colhidos pela sociedade futura.
Portanto, como solução a longo prazo, já que de imediato não há opções, poderiam ser discutidas as possibilidades de uma melhora na realização prática da Constituição de 1988. Principalmente em assuntos que cabem ao governo solucionar, utilizando o dinheiro do país para um maior investimento em áreas como a educação e a saúde.