30 anos da Constituição Cidadã: avanços e retrocessos

Enviada em 18/09/2024

Em 1988, o Brasil promulgou sua Constituição Federal que não apenas representou a transição de um regime militar para a democracia, mas também estabeleceu uma série de direitos e garantias fundamentais que visam promover a justiça social e a cidadania plena. Logo, após 30 anos, é imprescindível analisar os avanços e retrocessos que marcaram a trajetória da Constituição, destacando sua importância na consolidação da democracia e os desafios que ainda persistem.

É nítido falar que um dos avanços mais significativos da Constituição de 1988 foi a ampliação dos direitos sociais. Estabelece-se na Constituição, a educação, a saúde, a alimentação e o acesso a moradia como direitos fundamentais. A inclusão dos direitos sociais na Constituição de 1988 foi um desdobramento da luta pela redemocratização e da busca por uma sociedade mais igualitária, após um longo período de repressão e exclusão. A nova carta magna reconheceu que o bem-estar social não pode ser visto apenas como uma consequência do crescimento econômico, mas deve ser uma prioridade nas políticas públicas. Logo, esse enfoque transformou a relação entre o Estado e os cidadãos, ao afirmar que todos têm direitos que devem ser respeitados e garantidos.

No entanto, a desigualdade social no Brasil representa um retrocesso significativo ao ser manifestada em disparidades de renda e acesso a serviços públicos, que contrasta diretamente com os objetivos de inclusão e igualdade proclamados na Constituição. Para o filósofo Karl Marx, a desigualdade social era um fenômeno causado pela divisão de classes. Nota-se que essa situação não limita apenas as possibilidades de desenvolvimento pessoal e coletivo, mas também mina a coesão social e a estabilidade democrática ao desafiar o compromisso do Estado em garantir a dignidade e os direitos fundamentais de todos os cidadãos.

Portanto, a fim de mitigar os retrocessos analisados a partir dos 30 anos após a Constituição de 1988 como a desigualdade social no Brasil, é necessário que o Estado atue de forma eficaz ao garantir a implementação de políticas públicas ou através de programas sociais. Dessa forma, a desigualdade no Brasil poderá ser combatida.