30 anos do massacre de Carandiru: o combate à violência no sistema prisional brasileiro
Enviada em 28/03/2023
No Rio Grande do Norte, algumas cidades estão sob ondas de ataques de facções criminosas. Nesse viés, de acordo com a BBC News Brasil, isso está ocorrendo, pois os criminosos estãos revoltados com as condições desumanas nos presídios: tortura, superlotação, má alimentação e desassistência em saúde. Logo, apesar dos 30 anos do massacre de Carandiru, infelizmente, a violência no sistema prisional ainda perdura e deve ser combatida.
A priori, segundo o sociólogo Renato Sergio Lima, a sociedade brasileira cultua a violência. Assim sendo, a barbárie no sistema prisional é um reflexo de um corpo social violento. Por isso é de suma relvância que o Estado desenvolva mecanismos de fiscalização, uma vez que, diariamente, os direitos humanos são violados nas casas de detenção. Portanto, há uma cultura da violência no Brasil, a qual estimula a violação dos direitos básicos dos detentos.
Outrossim, a filósofa Simone de Beauvoir afirmou: “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles’’. À luz dessa ótica, a violência nos presídios é normalizada, pois tem-se a ideia errônea, na sociedade que cultua a violência, que os presos devem sofrer e não merecem direitos básicos, como: alimentação, saúde, visitas e integridade física e mental. Conclui-se, então, que a normalização das iniquidades contribui para a violência nos sistema prisional.
Em síntese, o caso do Rio Grande do Norte deve servir de exemplo para que o Estado volte sua atenção para a condição desumana, a qual são submetidos os proscritos. Destarte, a fim de mitigar a problemática, o Ministério da Segurança deve aumentar o rigor na fiscalização dos presídios, com intuito de garantir os direitos dos detentos: saúde, visita. alimentação e integridade física e mental. Isso pode ser feito por intermédio do envio de maiores verbas para o ministério.