30 anos do massacre de Carandiru: o combate à violência no sistema prisional brasileiro
Enviada em 28/03/2023
No livro ´´Memórias do Cárcere`` de Graciliano Ramos é exposto as condições deploráveis do sistema prisional brasileiro durante o regime do Estado Novo. Isso não destoa da atualidade, visto que, a violência e as circunstâncias instáveis nos complexos penitenciários ainda são um problema tupiniquim. Sendo assim, faz-se necessárias medidas que visem as superlotações e os ambientes insalubres nos presídios.
É preciso ressaltar que a indiferença do Governo gera superlotação contribuindo para o aumento da violência e crise no sistema prisional. Assim, em 1992 ocorreu o massacre de Carandiru a rebelião frisada pela intervenção policial que causou 111 mortes, deixando claro que a superlotação das celas e os conflitos entre facções acontecem por desmanzelo do Estado sobre essses grupos. Por isso, são necessárias medidas que deem relevância ao abandono prisional e reintegração dos detendos na sociedade.
Além disso, os presos precisam sobreviver em condições deleritas contribuindo para o descaso com os presos. Segundo o filososo Karl Marx, o homem e produto do meio e para se mudar o homem, deve-se mudar tambem o meio em que ele está inserido. Observasse, assim que as prisões são nocivas para os detentos, contribuindo para revoltas para demonstrar insatisfação com o ambiente em que vivem.
Logo, tornam-se necessárias ações para conter a crise carcerária no Brasil. Para isso, o Governo federal orgão máximo do pais em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança publica (MJSP), deve construir mais presídios visando acabar com a superlotação das celas e diminuar a violência nesses espaços, por meio do envio de verbas e planejamento de reintegração de detentos na sociedade atual, com vistas a garantir os direitos dos presos como cidadãos para que cumpram suas penas com dignidade. Medidas como essas, poderão ainda fazer com que o estado deplorável descrito no livro de Graciliano Ramos mude e não ocorra mais nos dias hodiernos, garantindo assim os direitos humanos básicos de todo cidadão brasileiro aos detentos.