30 anos do massacre de Carandiru: o combate à violência no sistema prisional brasileiro

Enviada em 04/04/2023

No filme “Carandiru”, o qual retrata o massacre ocorrido em 1992, pode-se perceber a vivência nada confortante no sistema prisional brasileiro. Com efeito, a violência é um dos principais empecilhos para que haja uma convivência adequada nos presídios brasileiros. Nesse cenário, o combate à violência no sistema prisional brasileiro a dificuldade principalmente por causa da superlotação e da negligência governamental.

Diante desse cenário, é importante analisar que é superlotação dos dos presídios brasileiros contribui para a realização de violência dentro do mesmo. De acordo com Thomas Hobbes “O homem é lobo do homem”. Sob esse viés, o acúmulo de pessoas em um mesmo ambiente, decorrente da falta de organização, gera conflitos interpessoais por conta da convivência e diferentes costumes e objetivos em um mesmo ambiente. Dessa forma, ocasionando violência e dificultando cada vez mais no combate desta.

Outrossim, é válido ressaltar que a negligência governamental dificulta o combate à violência do sistema prisional no Brasil. De acordo com o G1, somente no Distrito Federal, houve um salto de 483 denúncias de violência e maus tratos nos anos 2019 para 2020. Sob essa óptica, por não ser uma prioridade, o governo não investe se maneira adequado na ocupação dos presidiarios, para que haja uma melhor convivência. Dessa maneira, os detentos ficam por mais tempos livres e desocupados, vivendo em um ambiente nada agradável, o que decorre em conflitos entre os mesmos. Assim, fazendo com que os números de denúncia cresçam cada vez mais.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essas problemáticas. Para tanto, cabe ao Estado -instituição que se encontra no sangue do panorama político atual- a disponibilidade de mais celas e locais de lazer, para que haja desacumulo de detentos em um mesmo ambiente. Além disso, é importante que haja um maior investimento em atividades que ocupam o tempo dos presidiários. Por fim, o Ministério Público deve atuar de forma eficiente na vigilância do cumprimento dos deveres governamentais.