30 anos do massacre de Carandiru: o combate à violência no sistema prisional brasileiro

Enviada em 03/04/2023

A péssima qualidade na segurança nos presídios brasileiros é uma realidade que ocorre devido a muitos fatores. Falta de higiene nas celas, falta de recursos básicos de higiene, criminosos comuns com indivíduos de alta periculosidade e a superlotação. Motivos que fazem o Brasil ser um dos piores na ressocialização dos detentos.

Soma-se a isso a ineficiência do Estado no combate ao crime organizado. É sabido que facções criminosas controlam, de dentro para fora, quase todos os sistemas prisionais do país. Recrutam novos integrantes nas celas. Isso leva a disputas entre rivais pelo domínio dos presídios. O massacre em Manaus, em 2017, quando mais de 56 detentos faleceram, mostra como esses grupos são violentos.

Além disso, a ociosidade prejudica a reinserção dos detentos. Não ocupar o tempo com tarefas produtivas, aumenta a ansiedade e é o motivo dos principais conflitos. Presos estudando, aprendendo uma profissão, trabalhando e diminuindo a pena imposta, seguramente deveria ser implementado no nosso regramento jurídico. O que devolveria cidadãos mais conscientes e preparados para enfrentar o mundo.

Assim, a construção de novos presídios e a separação de detentos pelo grau do crime seria um alívio do problema do crime organizado e da superlotação. Fora programas de ressocialização e acompanhamento psicológico como trabalho com redução de pena e laudos médicos periódicos confirmando a possível volta de convívio com a sociedade.