30 anos do massacre de Carandiru: o combate à violência no sistema prisional brasileiro

Enviada em 30/03/2023

Os maus tratos à sociedade carcerária sempre foi uma pauta pertinente na sociedade brasileira. A má infraestrutura, precariedade e educação das cadeias brasileiras abre espaço para o crime organizado, revoltas e formação de facções. O sentimento de endemonização e rejeição a ex-presidiários torna a reconstrução de uma vida justa, mais árdua. Questões como essas corroboram para que episódios como o massacre do Carandiru se tornem mais frequentes.

O Brasil possui a terceira maior população carcerária no mundo, o que resultou na superlotação. Comida azeda, violência entre policiais e detentos, falta de produtos de higiene são alguns dos fatores que ferem a dignidade dos mesmos e da lei nº 959 de 2004. A aplicação refere-se ao respeito à integridade física e moral daqueles ali privados de sua liberdade. Viver em condições depravantes de imundice e nenhum incentivo mental faz com que os 25% dos presos que estão detidos por roubo se associam a organizações maiores do crime.

Contudo, sob estas condições, o acesso à reabilitação e a mudança de conceitos e vida se torna difícil e assim, o cárcere não desempenha sua principal função. Reabilitação para o convívio social. O Carandiru uniu alguns fatores mencionados anteriormente, onde 111 condenados foram mortos em 1992. O episódio ocorreu pela falta de vigilância das organizações ali formadas e pelo preconceito já existente na mentalidade popular. Facções criminosas e o crime organizado se instauram em todo o Brasil ameaçando a sociedade dentro e fora das cadeias.

O SENAPPEN, órgão governamental responsável pela vida penitenciária, deve acabar com essa realidade hostil dessa massa. Não perdoando os de seus delitos, mas prevenindo com que as penas não ultrapassem direitos básicos daqueles que perderam sua liberdade. Controlar o que se passa dentro das selas, interferindo no crime organizado. Juntamente com o Ministério do Trabalho proporcionar oportunidades para que eles possam se inserir no mercado.Ademais, trabalhar a empatia da sociedade livre com os ex detritos. Para que assim, a sociedade que não pode ser íntegra anteriormente volte a livres portões mais honestos e tendo oportunidades comuns, criando um Brasil mais seguro e moral.