30 anos do massacre de Carandiru: o combate à violência no sistema prisional brasileiro

Enviada em 26/04/2023

O filme Carandiru, da Netflix, mostra a realidade de violência, superlotação e animalização sofrida por detentos no maior presídio da América Latina. No Brasil, entretanto, o atraso nas discussões sobre esse desafio culminaram em violência e maus tratos. Nesse aspecto, convém analisar as principais causas, consequências e possíveis medidas relacionadas a esse impasse social.

Primeiramente, é relevante ressaltar que os detentos sobrevivem em condições insalubres e desumanas dentro dos presídios. Dessa forma, o livro Presos que menstruam trás histórias de mulheres que não recebem itens básicos como absorventes, além de gestantes que não tem o direito a tratamento adequado. É, portanto, inadmissível que em um país signatário dos direitos humanos ocorra ainda o silenciamento dessa problemática.

Ademais, a superlotação e violência trás a ideia de abandono e insegurança tanto aos presos quanto a sociedade em geral, o que a longo prazo resulta em conflitos. De acordo com o portal de notícias G1, detentos realizaram ordem para ataques no Rio Grande do Norte onde foram descobertos planos de resgate a presos. É inaceitável que, tais problemas continuem a acontecer apesar da Constituição garantir que todo cidadão tem direito a segurança.

Portanto, cabe ao governo, por meio do Ministério da saúde ofertar serviços de assistência básica a esse grupo como acompanhamento psicológico, ginecológico a todas mulheres, assim como reje a normativa do SUS. Cabe também, ao Ministério da Justiça aumentar o número de presídios, por meio da constatação de irregularidades, bem como celas sem condições de uso. Espera-se, com isso, sanar casos de violência como o mostrado no filme Carandiru e melhorar a qualidade de vida desses indivíduos.