30 anos do massacre de Carandiru: o combate à violência no sistema prisional brasileiro
Enviada em 14/05/2023
No dia 2 de outubro de 1992, ocorreu uma rebelião entre os detentos do pavilhão nove da penitenciária de Carandiru, em que, para conter a situação foram eviados 341 policiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo, deixando o saldo de 111 mortos, todos detentos. Embora esse massacre ter acontecido há 30 anos atrás, a violência no sistema prisional brasileiro ainda é muito presente, devido a negligência governamental em relação a garantia de direitos dos presos, e a má influencia midiática no que tange a disseminação de informação.
Em primeiro plano, está claro o descaso governamental em relação aos direitos das pessoas encarceradas. Segundo a escritora britânica, J.K Rowling, “A indiferença e a negligência sempre causam mais danos do que o ódio absoluto.” É possível fazer uma comparação entre a frase da escritora e a negligência do estado, em que, embora seja dever do estado garantir o bem estar de todos, é notório o descaso em relação a garantia dos direitos básicos dos preso. Por conseguinte, o número de violência no sistema prisional só cresce, causando mais danos aos presos e, posteriormente, esses danos refletirem na sociedade.
Em segundo plano, está claro a influência da mídia nos dias atuais. Segundo o ensaista brasileiro, Olavo de Carvalho, “O advento da grande mídia democratiza a ignorância”. É possível comparar essa frase com o papel midiático no que diz respeito a disseminação de informação, na qual, muitas vezes a mídia apenas mostra os atos feitos pelos detentos e não a violência que eles sofrem pelas autoridades e o péssimo ambiente em que eles vivem. Tal ação, apenas perpetua a perssistencia da violência no sistema prisional.
Portanto, para combater á violência no sistema prisional brasileiro, O Governo Federal deve criar políticas públicas eficiêntes para garantir a dignidade do preso, por meio de um acesso a uma cela, comida, saúde e tratamento melhor, a fim de fazer com que o detento cumpra sua pena com dignidade e fazer com que a violência no meio prisional diminua. Outrossim, o Ministério da Comunicação deve garantir o acesso democrático a informações, mostrando ambos os lados, por meio de matérias imparciais, mostrando a realidade das prisões do Brasil, a fim de combater a violência e os maus-tratos aos detentos.