30 anos do massacre de Carandiru: o combate à violência no sistema prisional brasileiro
Enviada em 15/05/2023
Sabe-se que as prisões do Brasil não são exemplos para o mundo. Há problemas muitos sérios com relação à saude, alimentação e principalmente, os presos não tem ocupações como em prisões de outros países onde há escolas, oficinas de manufaturas, cultivo agrícula e entre outras ocupações, que permitem ao preso desenvolver uma profissão que lhe permitirá um mercado de trabalho quando liberto. O resultado disto é que as prisões são verdadeiros caldeirões, onde vez por outra, ocorrem rebeliões. Um exemplo clássico no Brasil foi a rebelião no Pavilhão 9 da casa de detenção de São Paulo, o Carandiru.
Com o intuito de combater essa rebelião, uma força tática da polícia de São Paulo entrou em choque com os detentos. Daí, resultou o grande problema do excesso de violência. A polícia não só se deteve em combater a rebelião, mas também excedeu a sua força contra indivíduos que nada tinham haver com o motim. Prova é que muitos detentos dentro das suas celas, resultaram mortos.
Como resultado desta calamidade, foram abertos processos judiciais contra o comandante e os demais participantes da polícia. O comandante foi julgado e condenado por júri popular, mas teve sua sentença revertida em 2006 pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Houve 111 assassinatos, os responsáveis 73 policiais foram julgados e condenados, mas suas penas foram suspensas e eles continuam em liberdade embora ainda o processo judicial não tenha sido concluído.
Nota-se, portanto, que a força policial brasileira não está preparada para lidar com os detentos. Como solucionar tais problemas? Uma preparação eficiente para que os policiais desenvolvam com sabedoria o tratamento aos apenados, com base em conhecimentos de psicologia principalmente. Prisões adequadas ao desevolvimento dos presos, permitindo-lhes estudar e desenvolver algumas profissões para reentegrá-los à sociedade quando da sua libertação.