30 anos do massacre de Carandiru: o combate à violência no sistema prisional brasileiro
Enviada em 16/05/2023
Manoel de Barros, grande poeta pós-modernista, desenvolveu em suas obras uma “teologia do traste”, cuja principal característica reside em dar valor às situações frequentemente esquecidas ou ignoradas. Seguindo a lógica barrosiana, faz-se preciso, portanto, valorizar também a problemática da violência no sistema prisional brasileiro, uma vez que essa questão é menosprezada por parte da sociedade. Nesse sentido, é importante analisar as causas de ordem social e estatal.
Nesse viés, é fulcral salientar a culpa, por parte da população, à degradante situação do sistema carcerário no Brasil. A filósofa alemã Hannah Arendt, em seu conceito de “Banalidade do Mal”, reflete sobre o processo de massificação da sociedade, o qual formou indivíduos incapazes de realizar julgamentos morais, tornando-os alienados que ignoram problemas que atingem grupo minoritários. e escassas medidas são tomadas para reverter esse panorama. Por conseguinte, pela falta de discussão, há a banalização do mal sofrido pelos prisioneiros .
Outrossim, é importante destacar a insuficiente ação do Estado contra a estigmatização dos carcerários. Conforme o filósofo Maquiavel, o principal objetivo do governante é a manutenção do poder e não a promoção do bem comum.conscientizadoras e de ajuda à violência no sistema prisional brasileiro, pelo fato de que políticas públicas, nesse sentido, não garantirem um amplo efetivo de votos aos políticos. Isso porque a população, em grande parte, não está preocupada com a situação das condições dos afetados pela problematica.
Portanto, são necessárias medidas capazes de combater o problema atual. Para isso, é fundamental que o Governo Federal por intermédio da Secretaria Nacional de políticas Penais (SENAPPEN) realize a universalização dos direitos básicos dos presidiários no Brasil, com o objetivo de reeducar, a fim de inseri-los novamente em sociedade.Espera-se assim, que a comunidade verde- amarela em contrapartida à “teologia do trate”, possa reconhecer as problemáticas que assolam a realidade brasileira.