30 anos do massacre de Carandiru: o combate à violência no sistema prisional brasileiro
Enviada em 22/05/2023
O massacre de Carandiru, foi um grande marco e um enorme ponto de partida para diversos ativistas se rebelarem contra a violência no sistema prisional brasileiro. Apesar de várias manifestações contra a agressividade e o choro de mães implorando pela justiça de seus filhos, que além de sofrer em situações precárias todos os dias, tiveram suas vidas arrancadas e suas chances de mudança retiradas sem piedade, pode-se perceber gradativo aumento da agressão física e verbal nas prisões desde 2019, tendo como vítimas homens e mulheres.
No seriado americano “Orange Is The New Black”, passado em uma penitenciária feminina, a personagem Poussey, apesar de não estar participando, foi morta em uma rebelião por discriminação racial, similarmente ao acontecimento no massacre de Carandiru.
De acordo com o jornal da universidade , Unicamp.com, 111 encarcerados foram mortos na chamada chacina de Carandiru, em grande maioria homens pretos e periféricos. A falta de oportunidade e a injúria racial na infância leva os garotos a desistir de tentar arrumar empregos, por várias recusas nas entrevistas anteriores e uma frequência baixíssima na escola motivada pelo bullying, fazendo assim, com que o mundo do crime se torne atrativo como a única opção para sobreviver.
Em primeiro lugar, o Ministério da Educação (MEC), tem o dever de criar campanhas advertindo o racismo e as discriminações em ambientes escolares, caso ainda ocorra casos de injúria racial, o aluno deverá fazer trabalhos voluntários por 1 mês, em ONGs que ajudam famílias periféricas, tendo uma significativa diminuição nos casos de discriminações em ambientes escolares e um suporte maior para pessoas mais necessitadas, dimuindo a chance de as crianças irem para o crime por falta de oportunidades. Os Grupos de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMFs) tem a obrigação de fazer visitas semanalmente para conversar e ver as situações dos presos, ocorrendo alguma delação dos carcerários, deverá ser feito uma denúncia online com o relato da vítima, o agressor pode pegar detenção de 6 meses à 1 ano, por violar o código de direitos humanos. Já que em um sistema democrático continuar violando o código dos direitos humanos, é inadmissível.