30 anos do massacre de Carandiru: o combate à violência no sistema prisional brasileiro
Enviada em 16/06/2023
O sistema carcerário do Brasil possui muitas falhas e incongruências. O massacre do Carandiru foi uma clara negligência do governo do Estado de São Paulo e uma situação de abuso de poder vindo dos policiais que estavam envolvidos e foram sentenciados a prisão entre 2012 e 2013
A intervenção da Polícia Militar foi liderada pelo coronel Ubiratan Guimarães e foi classificada pela promotoria do julgamento como sendo “desastrosa e mal-preparada”. A ordem para invasão não foi aprovada pelo então Governador do estado de São Paulo Luiz Antônio Fleury Filho. E sim pelo secretário de Segurança Pública, que deixou o governo cerca de 1 mês depois,no entanto mesmo se o pedido tivesse chegado até o governador, Fleury afirmou permitiria a invasão. Isso mostra um claro desinteresse de proteger aquelas pessoas, que mesmo estando presas, ainda eram cidadãs, como é falado na canção diário de um detento do Racionais MC’s “Mas pro Estado é só um número, mais nada. Nove pavilhões, sete mil homens. Que custam trezentos reais por mês, cada” citando sobre a indiferença como os presos eram e ainda são tratados nos presídios
O massacre do Carandiru gerou repercussão nacional e internacional e levantou questões sobre o uso excessivo da força por parte da polícia. A violência policial é um problema complexo que envolve questões sociais, econômicas e políticas. O que levanta o questionamento sobre quem permite que esses policiais abusem do seu uniforme e de seus distintivos. A maioria das vitimas de violência policial são pessoas pretas e pobres e grupos de risco que são afetados por inúmeros problemas de desigualdade social.
Por fim é importante que haja medidas efetivas para prevenir e combater a violência policial, incluindo treinamento adequado para os policiais, mecanismos eficazes de responsabilização e transparência, e políticas públicas voltadas para a redução da desigualdade social e promoção dos direitos humanos.