30 anos do massacre de Carandiru: o combate à violência no sistema prisional brasileiro

Enviada em 10/07/2023

Na música, “Diário de um detento”, do grupo Racionais MC’s, o eu lírico retrata a rotina vivida por um detento cumprindo sua pena no Carandiru, enfatizando a violência e precariedade. Atualmente, passados trinta anos do massacre de Carandiru, o combate à violência no sistema prisional brasileiro continua presente. Portanto, a falta de interesse político nas áreas de segurança pública, acarreta em desorganização do sistema carcerário nacional.

Logo, a constituição nacional torna-se inconsistente, uma vez que não oferece segurança qualificativa aos apenados, visto que, são obrigados a sobreviverem em condições de superlotamento, falta de higiene, torturas, agressões e má alimentação. Sendo assim, cria-se um sentimento de revolta interno, presos são estimulados à violência por buscas de direitos.

Indubitavelmente, o uso de agressões tende a gerar uma crescente alta nos índices de violência, acarretará em longo prazo, um aumento no número de mortes e crimes relacionados a violência. Exemplificando, o sociológo Fábio Sapiori, em pesquisa para a AVSI Brasil, aponta que oitenta e cinco por cento, de mil e quinhentos encarceirados entrevistados, afirmaram sofrer de pelo menos uma das formas de agressões físicas questionadas na entrevista, como também, praticadas majoritáriamente pelos funcionários das respectivas instituiçôes carcerárias.

Diante disso, enxerga-se a necessidade de Organizações não institucionais incumbir-se pelos serviços prestados por funcionários públicos, afim de melhoria nas maneiras de tratamento. Não só, mas o uso inteligente de fiscalização por meio de entrevistas com os apenados, compartilhando os resultados das entrevistas com as inteligências de dados nacionais, afim de uma vida digna, mesmo para aqueles que cometeram graves crimes.