30 anos do massacre de Carandiru: o combate à violência no sistema prisional brasileiro
Enviada em 12/08/2024
O massacre no Carandiru ocorrido em 1992, foi um ato de extrema violência por parte do Estado, tal rebelião por parte dos presos, se iniciou pelas más condições do presídio. Em razão desse acontecimento, serviu de aprendizado em como atos de punição gera mais violência, entretanto, os casos de maus tratos e péssimas condições nos presídios continuam ocorrendo.
Visto que o artigo 1 da Constituição ressalta o direitos de todos da cidadania, liberdade e dignidade, a violência no sistema prisional fere essa Lei. Conforme o CLDF, no Distrito Federal, ocorreu um aumento de 3.600% em casos de maus tratos contra os presos. Esse indíce resulta em ferimentos no corpo, e principalmente o afeto na saúde mental, por causar de traumas e medos, cujo ambiente no qual deveria ser para ressocialização na voltar em convívio em sociedade e refletir sobre seus atos danosos, ou seja, para aprender.
Além dos maus tratos, a má qualidade da alimentação, a falta de condições de higiene, a superlotação, a infraestrutura precária são desafios encontrados pelos presidiários. Na obra ´´Carandiru`` do doutor Drauzio Varella, conta a dura realidade nesse espaço, mostrando também o interesse do Governo em construir mais presídios, ao invés de primeiramente cuidar do básico, num funcionamento de qualidade para essas pessoas que merecem viver de forma digna.
Portanto, o Ministério da Justiça e Segurança Pública deve reorganizar os gastos no Sistema Prisional. Ao invés de continuar construindo novos presídios, é mais viável melhorar a infraestutura, priorizando uma qualidade na alimentação, na higiene, buscando um bem-estar para os detentos. Ademais, é importante um treinamento não agressivo aos agentes penitenciários, ressaltando a não-violência, para que assim, não aconteça outro massacre como o de Carandiru.