30 anos do massacre de Carandiru: o combate à violência no sistema prisional brasileiro
Enviada em 05/02/2025
No 5º artigo da Constituição está previsto que a integridade física e moral dos presos deve ser respeitada, apesar disso em outubro de 1992 houve um massacre no Carandiru, antiga penitenciária que era localizada em São Paulo. Porém esse não foi um caso isolado, a violência no sistema prisional brasileiro é um problema recorrente na sociedade até os dias atuais e que deveria ser erradicado do Brasil. Nesse sentido, a fiscalização e treinamento destinados a tal assunto deve ser assunto de uma análise.
Em primeira análise, a falta de medidas tomadas pelo governo para combater a violência deve ser ressaltada, pois fatores como a falta de tratamento de acordo com os direitos humanos, leis e diversas regras com os detentos é o que muitas vezes gera a violência. Muitas vezes tais causas se dão por meio da negligência do Estado para os carcerários, superlotação e denúncias que são realizadas. Na música “Diário de um detento” do grupo Racionais Mc’s contém uma analogia ao Massacre de Carandiru, retrata o relato de um detento da 3 de outubro, um dia depois do massacre que descreve a rebelião que ocorreu como uma desculpa para numerosas mortes, que era a brecha esperada e o grande dia, que o IML devia ser avisado, a canção descreve o massacre com detalhes condenáveis e infelizes.
Ademais, é fundamental apontar que a superlotação é um originador da situação preocupante que o sistema prisional enfrenta, pois acarreta problemas de saúde, higiene, educação, alimentação e trabalho, o excesso de presidiário pode ser causado por fatores como processos jurídicos lentos, falta de investimento em estruturas carcerárias, falta de ressocialização e entre outros. Tais situações são descritas na matéria do site G1 sobre a disfunção do sistema e também na canção ciatada anteriormente quando mencionado Lúcifer como alguém maléfico e que em tal realidade seria só mais um comendo comida azeda e com pneumonia.
Diante de tais obstáculos, conclui-se que devem ser combatidos. Para isso é necessário que o governo por intermédio de mais investimento em treinos para profissionais que estão em tal meio, mais prisões, melhores condições e melhores e mais projetos para ressocialização dos detidos a fim de melhorar essa situação e a sociedade brasileira.