3º Simulado ENEM 2023 | Extra - O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 31/03/2023

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas Moore, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que ocorre na sociedade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que os poderes de influência dos blogueiros no mundo atual são barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de Moore. Esse cenário antagônico é fruto tanto da ideologia Indústria Cultural, quanto do despreparo governamental em formar cidadãos lúdicos. Nesse viés, a fim do pleno funcionamento social é fundamental a discussão desses aspectos.

Em uma primeira análise, é lícito pontuar sobre a teoria da Indústria Cultural. Segundo os pensadores da Escola de Frankfurt, o mundo capitalista é marcado pelo consumismo, assim, os produtos são comercializados em grandes escalas, ou seja, marcado por homogeneidade de consumo e compradores sem critérios definidos. Dessa forma, os “influencers” promovem mercadorias, isto é, vendem com seu poder diversos produtos para seu público, assim, pessoas mais jovens e sem alto grau de conscientização acabam em uma grande teia de consumo.

Ademais, nota-se o despreparo governamental para lidar com o quadro. Sob essa ótica, o pensador polonês Zygmunt Bauman, revela que as esferas de poder estão presentes na sociedade, todavia, não cumprem seu papel social, ou seja, não orientam o povo, isto é, marcam o conceito de Instituições Zumbis. Por conseguinte, nas redes sociais pelo poder das propagandas o público consome diversos produtos, que muitas vezes não eram suas necessidades, assim, como revela uma matéria do G1, que 9 em cada 10 jovens já compraram pela persuasão do digital. Dessa forma, é fundamental que para o consumo sustentável, uma geração de pessoas sejam educadas.

Fica claro, portanto, que medidas exequíveis são obrigatórias. Dessarte, é cabível ao Tribunal de Contas da União, destinar verbas, por meio do Ministério da Educação, será revertido em capacitação de profissionais para que passem instruções para formar consumidores conscientes. Além disso, tais profissionais são necessários para tornar a pauta do consumismo nas redes em destaque, assim, devem realizar atividades lúdicas e nortear os sem formação crítica.