3º Simulado ENEM 2023 | Extra - O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 01/04/2023
Com o advento da globalização, o marketing digital se fortaleceu, o que modificou as figuras públicas. Por exemplo, o Monark, que até recentemente divulgava o Ifood, perdeu o patrocínio, após fazer apologia ao nazismo. Tal polêmica exprime o impacto de influênciadores inconsequêntes no âmbito do consumo e da formação de opinião pública jovem. Por isso, medidas públicas devem melhorar a criticidade da sociedade e fomentar a responsabilidade dos “influencers”.
Adrede, vale salientar que posicionamentos dos influenciadores podem fortalecer a sociedade de consumo- caracterizada, marjoritariamente, por uma lógica comercial. Aliás, o filósofo Schopenhauer afirmava que a incessante busca por bens materiais é inútil, pois não há satisfação plena desse desejo. Sob essa óptica, é inteligível que a ligação entre o consumismo e o sofrimento é perpetuada também pelas “celebridades digitais”, uma vez que elas idealizam futilidades materias, em detrimento de contribuir socialmente com a juventude para um consumo mais responsável ou valorizar o “ser” ,invés de “ter”, enfim, contruir valores. Portanto, faz-se necessário que a lógica de consumo vigente seja reformulada.
Outrossim, infere-se que influenciadores digitais formam tendências de consumo, especialmente, entre os mais jovens, como ilustra uma pesquisa da Youpix que mostra que 64% das pessoas com 18 a 34 anos se baseiam em divulgações desses famosos. Consoante a isso, o especialista em mídias digitais Luis Felipe Pondé atesta que a juventude é alvo de muitas publicidades, pelo fato de ter nascido em um mundo regido pela informática e por se espelhar nessas figuras da internet. Infelizmente, é um cenário dissonante ao Art.3º da Constituição Federal de 1988 - o qual defende a construção de uma sociedade livre e justa. Assim, é imperioso que a responsabilidade desses influênciadores digitais seja incrementada.
Logo, cabe ao Ministério da Educação, aprimorar o senso crítico dos futuros cidadãos, por meio de deliberações sobre o consumismo nas instituições de ensino- com a participação do corpo docente, sociólogos e profissionais da área de psicologia-, a fim de que os jovens não sucumbam à sociedade de consumo. Ademais, compete à mídia exigir honestidade dos “influencers”, por meio de redes sociais, no intuito de que não propaguem marketing abusivo e enganoso.