4º Simulado ENEM 2023 | Extra - Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 21/04/2023

Na Primeira Revolução Industrial, foi popularizado os meios de transporte à vapor, como trens e navios. Décadas depois, surgiram os carros, o que tornou a locomoção em automóveis mais privada e fez com que modos coletivos de transporte fossem reconhecidos como mais obsoletos. Atualmente, esse ponto de vista ainda é reconhecido por muitos, porém é inevitável a ciência acerca das vantagens ecológicas e econômicas desse meio de locomoção. Logo, faz-se necessário o debate quanto aos desafios que enfrenta a mobilidade urbana no Brasil.

Primeiramente, é válido nomear que o principal motivo para que não se tenha uma mobilidade urbana bem desenvolvida no Brasil é a falta de incentivo estatal. Nesse sentido, o uso de transportes individuais é encorajado pelo modelo governamental, já que dessa forma é obtida um grande valor em arrecadação de impostos, sobre os automóveis e, principamente, o combustível que usam. Esse modo de operar é análogo à descrição capitalista de Karl Marx, uma vez que visando o lucro o sistema acaba prejudicando aqueles que regem, dessa vez, favorecendo os que possuem condições financeiras e não necessitam de meios públicos de transporte.

Além disso, o descaso popular com trasportes públicos atua como um importante fator para o atraso na mobilidade urbana do Brasil. Com base nesse viés, fica claro como a população têm um ponto de vista que exalta meios de transportes individuais, os tendo com símbolo de bem estar financeiro. Dessa forma, modos coletivos são vistos como algo exclusivo para os mais pobres, ignorando qualquer outro possível fator. Essa linha de pensamento é bastante alarmante, pois exemplifica o conceito de ‘‘Sociedade do Consumo’’ do sociólogo Zygmunt Bauman, uma vez que é priorizado o consumo de bens entre tantas outras necessidades.

Portanto, fica à responsabilidade do Ministério Público o aumento dos meios e quantidades de trasportes públicos, por meio de incentivo fiscais à empresas privadas do ramo para que haja o investimento na área, dessa forma, aumentando a oferta para a população e a normalização do uso entre todos os cidadãos.