4º Simulado ENEM 2023 | Extra - Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 29/04/2023
A desordem urbana está intrisecamente ligada ao processo de urbanização tardia do Brasil, impulsionado no Governo de Juscelino Kubtschek com seu ambicioso “Plano de Metas”. Não obstante, isso resultou em várias dificuldades em relação à mobilidade urbana no território brasileiro, além da vigoração da macrocefalia urbana. Nessa conjuntura, o congestionamento de trânsito e a baixa qualidade do transporte público são os obstáculos a serem enfrentados pela população.
Diante disso, é válido citar o aspecto supracitado quanto ao engarrafamento, uma vez que é direito do cidadão o acesso à cidade, independente de sua finalidade, seja trabalho ou lazer. Segundo o geógrafo David Harley, atualmente vivencia-se uma crise urbana, a qual as transformações dos municípios são construídas visando o lucro e não em detrimento as pessoas. Por isso, essa é uma luta diária das pessoas contra o capital. Isso, definitivamente, foi cravado no passado, pois incentivadas pelo Governo de JK, e sobre a influência mercadológica do meio capitalista desde então, as compras de produtos automobilísticos, cada vez mais em ascensão, sem a devida infraestrutura rodoviária para a livre circulação dos automóveis, faz com que haja um inchaço nas cidades.
Ademais, é importante evidenciar que o congestionamento também é influenciado pela baixa qualidade do transporte público, pois esse faz com que as pessoas optem pelo transporte individual. No entanto, as camadas mais baixas dependem de veículos coletivos, os quais se destacam com frequentes atrasos, bastantes problemas mecânicos, e passagens caras. De acordo com o geógrafo brasileiro Milton Santos, é inadmissível essa forma de circulação destoante entre classes sociais diferentes, reforçada pela globalização acelerada.
Dessarte, para a subversão desse cenário dramático do país, é cabível que o corpo social responsabilize as autoridades encarregadas a democratizar a circulação livre nos centros urbanos. No entanto, o chefe de Estado, juntamente com os prefeitos, além da ANTT (agência responsável pela regulação e a fiscalização das infraestruturas rodoviárias do país), através de subsídios estatais, devem formular políticas públicas de transporte, e assim, a qualidade da mobilidade urbana vigorará.