6º Simulado ENEM 2022 | Extra - Preservação do planeta: por que parte da população ainda não está disposta a mudar os hábitos em favor do meio ambiente?
Enviada em 01/07/2022
A exploração de recursos naturais de maneira desordenada pode causar impactos irreversíveis à natureza da qual depende a humanidade. A partir da Revolução Industrial, que elevou a produção de bens de consumo, as alterações climáticas, poluição e desmatamento passaram a ser objeto de discussões no mundo e, a partir do século XX, de Acordos Internacionais, como o Protocolo de Kyoto e o recente Acordo de Paris, firmado na COP-21, para diminuir a emissão de gases prejudiciais na atmosfera e discutir formas sustentáveis de produção.
A interação com a natureza faz parte da vida humana, vez que dela advém os recursos para o homem se proteger da fome, do frio e de doenças. A industrialização moderna e o desenvolvimento do capitalismo, contudo, trouxeram as fábricas com produção rápida, em larga escala e com custos reduzidos. Consequentemente, surgiram cada vez mais demandas por bens de consumo variados que geraram mais exploração dos recursos naturais e mais poluição.
Por outro lado, a qualidade de vida em países pouco desenvolvidos aumentou, justamente, a partir da utilização destes mecanismos de produção. O acesso à energia, alimentos, roupas e construção civil, ficaram mais baratos atingindo finalmente as camadas populacionais mais pobres. Muitos destes países ainda dependem da energia advinda da queima de carvão ou de combustíveis derivados de fontes não renováveis.
Sendo assim, considerando a função social que a industrialização exerce, os organismos internacionais, ao elaborarem Acordos de redução de impactos ambientais, precisam atribuir maior responsabilidade aos países mais ricos (com mais tempo de industrialização) que possuem condições financeiras de desenvolver tecnologias de utilização de energia limpa e renovável e tecnologias que barateiem os processos de reciclagem de resíduos, além de oferecerem ajuda aos países em desenvolvimento para alteração de sua matriz energética. O Brasil deve incentivar, por meio de leis e benefícios fiscais, as empresas que utilizam energia limpa, reciclagem, exploração sustentável e reflorestamento, diminuindo os custos de seus produtos, tornando-os acessíveis à população que conseguirá transformar seus hábitos em prol do meio ambiente.