7º Simulado ENEM 2022 | Extra - Objetificação da pessoa negra
Enviada em 13/10/2022
Durante o período conhecido como “Brasil Colônia”, negros eram transportados para o Brasil através de navios tomeiros. De todas as atrocidades do período, uma em específico chamava atenção: as tribos batalhavam entre si com o objetivo de trocar os derrotados com comerciantes de escravos, os portugueses. O africano tinha a necessidade de tratar como objeto o seu semelhante em uma tentativa de livrar a si mesmo mesmo do colonizador. Séculos se passaram e a escravidão foi abolida, mas o afrodescendente pode afirmar que não se sente mais como um objeto na sociedade?
Mulheres negras em pleno século XXI ainda abordam a temática da objetificação sexual atrelada a sua raça, é o que cita o escritor brasileiro Jeferson Tenório no livro “o avesso da pele” onde relata a convivência de uma mulher negra com a família de seu esposo branco. O preconceito racial sofrido pela personagem implícita o pensamento dos sogros que viam nela apenas uma empregadas e escrava sexual para seu filho. A angústia vivida pela mulher mostra que 500 anos depois, a mulher negra ainda se sente como um objeto social.
Em um levantamento feito pelo portal “Repórter Brasil”, negros ainda são maioria absoluta na condução de trabalhos braçais e sub-humanos, é o caso exposto pelo conglomerado televisivo “Globo”, em que uma senhora viveu mais de 20 anos como empregada mas não recebia salário. Histórias como essa são comuns, a sociedade contemporânea ainda é composta por pessoas que se julgam superiores por distinção de raça traszendo a ideia arcaica de que minorias sociais não merece o mesmo respeito democrático. A luta por igualdade e respeito segue como a grande batalha dos povos oprimidos, mas segundo Martin Luther Ling, grande ativista das causas raciais, “pessoas oprimidas não podem permanecer oprimidas. O anseio pela liberdade eventualmente se manifesta”.
Levando a frase de King como inspiração, é necessário uma maior participação popular no tocante relacionado a discriminação. Cabe ao estado o desenvolvimento de leis mais severas contra o racismo, além de políticas sociais de conscientização da população e principalmente dos mais jovens que conduzirão um futuro justo e igual para todos.