7º Simulado ENEM 2022 | Extra - Objetificação da pessoa negra

Enviada em 04/06/2022

Após a descoberta da América por Cristovão Colombo, os anseios econômicos dos europeus foram tão grandes que desencadearam a escravização do ser humano no território da colônia na época. Ademais, embora não tenha a escravização dos negros hodiernamente, ainda há, no país, muito preconceito acerca dessa etnia. Tal fator corrobora para animalização dos corpos mulatos e sua hipersexualização, assim o debate se torna imperioso diante desse infeliz acontecimento.

Sob tal perspectiva, vale discorrer como os negros são vistos. Dessa modo, na Espanha, o museu de Benyoles havia exposto africanos dessecados em vitrines como forma de entretenimento para o público, denominando-os como exóticos selvagens. Nesse sentindo, a má interpretação do Darwininsmo proposto por Darwin, gerou, o conceito errôneo de superioridade das raças, depreciando os negros e toda sua cultura e costumes, sem nenhum apoio ou legitimação de sua etnia. Tal feito se torna preocupante, haja vista que se configura como intolerância étnica, racial, moral, cidadã, entre outras, devendo ser atenuada da sociedade atual.

Outrossim, outro problema recorrente o qual se dá pelo racismo, também, é a hipersexualização da corpulência negra. Nesse viés, a filósofa Djamila Ribeiro disserta sobre a solidão da mulher negra, pois esta é vista apenas como um objeto pela sociedade, tendo sua função para os prazeres sexuais. Logo, esta percepção está tão atrelada à sociedade que são perceptíveis ditados acerca dessa exaltação, um exemplo claro é a imagem da globeleza, a qual é retratada nua, mulata com o cabelo afro a fim de chamar a atenção para as festividades de carnaval e colocá-la para apreciação. Diante disso, é notória a necessidade de intervenções.

Portanto, medidas são necessárias para atenuar esse preconceito racial na sociedade brasileira. Assim sendo, cabe ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, criar e disseminar campanhas de conscientização relacionadas ao racismo e à sexualização dos corpos negros, por meio de propagandas nas mídias sociais e televisivas, a qual garantirá maior alcance informacional, com o fito de conscientizar os cidadãos e diminuir o estigma na sociedade, respeitando a etnia negra em primeiro lugar.