7º Simulado ENEM 2022 | Extra - Objetificação da pessoa negra

Enviada em 12/06/2022

O Período Colonial no Brasil deixou como marca histórica a escravidão de negros, a visão de que essas pessoas podiam ser compradas e vendidas como materiais. Outrossim, esse sistema teve faces ainda mais devastadoras, pois além de explorar a força de trabalho, também houve a esteriotipação e a exploração sexual de corpos negros. Sob essa ótica, nota-se como fator primordial para a objetificação de pretos e pardos o legado colonial e como fator secundário a ausência de uma educação que vise romper com esse esteriótipo.

Partindo disso, cabe ressaltar que a herança do Brasil Colônia é a principal causa da existência desse problema. Isso porque, durante todo o período citado, a população negra foi rotulada como uma mercadoria. Nesse contexto, homens e mulheres — mas, principalmente mulheres — muitas vezes eram solicitados por seus senhores para que pudessem os servirem sexualmente. Diante disso, essa imagem de hipersexualização negra foi implementada na sociedade e transferida às gerações subsequentes, assim, esse estigma perdura até os dias de hoje.

Ademais, é notório que a falta de uma educação adequada fomenta tal impasse. Desse modo, como citado pelo educador Paulo Freire, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Diante do exposto, observa-se que a educação brasileira — pautada no ensino técnico e não no ensino que estimula o pensamento crítico — contribui para a manutenção da visão de objetificação de pessoas negras, uma vez que o corpo social não é incentivado, mediante à educação, a pensar nesse tipo de problemática, pois é estudado, na maioria das vezes, apenas conceitos superficiais, ignorando as raizes mais profundas desse óbice, o que torna quase inviável promover a mudança social.

Portanto, vencer o estigma da materialização da pessoa negra é um desafio e uma necessidade atual. Sendo assim, o Ministério da Educação deve garantir que a sociedade negra seja devidamente respeitada e valorizada, por meio de palestras realizadas em auditórios públicos e em escolas. Essas ações devem explicitar o valor de pessoas pretas e pardas, além de deixar claro o carácter desumano da objetificação desse grupo. Espera-se, com isso, superar o legado colonial e retificar esse problema social, por intermédio do poder transformador da educação.