7º Simulado ENEM 2022 | Extra - Objetificação da pessoa negra

Enviada em 16/06/2022

Durante o Período Colonial, no século XVI, os escravos negros foram totalmente objetificados e tratados como propriedade privada dos colonos, sendo expostos a diversos tipos de abusos. Nessa perspectiva, observa-se uma semelhança com o atual Brasil, uma vez que a objetificação dos negros ainda se faz presente. Isso ocorre devido à influência midiática e à ignorância populacional.

Nesse viés, pontua-se o papel na mídia no que se refere ao impasse. Consoante ao filósofo Walter Benjamin, a mídia tem o poder de influenciar o modo de pensar dos indivíduos. Diante disso, nota-se o potencial de engajamento de tais veículos, todavia, sem visibilidade, a objetificação é silenciada, tendo em vista que dificilmente as pessoas irão se inteirar sobre os impactos ocasionados pela objetificação das pessoas negras. Assim, ao invés de integrar, esse órgão informacional dificulta a superação desse contexto discriminatório.

Outrossim, vale ressaltar que a desinformação agrava o problema da objetificação dos negros. Segundo o filósofo Byung Chul-Han, a sociedade contemporânea é marcada pelo individualismo que se sobrepõe ao altruísmo. Prova disso é a perpetuação do pensamento escravocrata, já que apesar do tempo decorrido, o corpo negro continua sendo objetificado e vulnerável a termos preconceituosos. Desse modo, o pensamento de individualidade facilita a falta de discussão entre o corpo social acerca desse problema, o que torna a sociabilidade omissa ao cenário de vulnerabilidade negra.

Portanto, são necessárias medidas que combatam a objetificação negra no Brasil. Para que isso ocorra, as mídias, a exemplo das redes sociais, devem criar campanhas publicitárias eficientes de combate à objetificação do corpo negro, por meio de publicações com alta visibilidade, com o intuito de conscientizar e dificultar a disseminação dessa discriminação. Além disso, é importante que as redes televisivas promovam rodas de conversa com os internautas e façam diálogos em torno da objetificação. Com isso, o ocorrido no século XVI será superado.