7º Simulado ENEM 2022 | Extra - Objetificação da pessoa negra

Enviada em 11/06/2022

A Constituição Federal - norma máxima jurídica brasileira - garante, em seu artigo 5°, a equidade e gozo de direitos para toda a população, sem distinção de raça ou etnia. Na prática, tal garantia é deturpada, pois são inconstantes as ações públicas que integrem pessoas negras no mundo do trabalho e redes de ensino, e pré-conceitos efetuados por inúmeras pessoas derivados de uma suposta “superioridade racial”, colaborando para uma objetificação da pessoa negra.

Nesse sentido, é notória a necessidade de uma sistemática que ponha em efetividade as ações igualitárias raciais. Um levantamento realizado pela Companhia de Planejamento (Codeplan), mostra que os negros representam apenas 30% dos alunos presentes em universidades, devido a dificuldades de manterem-se na escola ou por falta de incentivo, a partir disso, o indivíduo que não apresenta qualidades técnicas encontrará diversos entraves sociais de ser reconhecido na sociedade. Com isso, uma ação eficiente que combata a gigantesca diferença racial de ingresso as redes públicas de ensino se faz urgente.

Por conseguinte, é imprescindível uma nova construção analítica na esfera racial por parte da população. É fato que o preconceito de cor na sociedade foi construído a partir de conceitos citados em séculos anteriores, uma má interpretação da teoria Darwinista - corrente que afirma a adaptabilidade de espécies em detrimento de outras- gera, uma distinção entre raças, impondo uma soberania racial e objetificando as demais. À vista disso, pode-se inferir que o combate a transformação do negro em objeto só será possível com a mudança do pensamento ideológico de toda a população, derrubando pré-conceitos desiguais e preconceituosos.

Por esse viés, é urgente uma medida que priorize o reconhecimento e a não objetificação da pessoa negra. Para isso, o governo deve colocar em prática recursos eficientes que possibilitem ao negro ingressar em uma rede de ensino, por meio de incentivos e articulações mais acolhedoras, a fim de especializar a população negra, gerando um maior reconhecimento da raça prejudicada no campo acadêmico e social. Outrossim, a população precisa reformular seus ideais raciais, com intuito de acabar com a indiferença da população negra como pessoa.